Na próxima segunda-feira (20), a Corregedoria da Assembléia começa a intimar as testemunhas de outros quatro deputados denunciados por envolvimento com o esquema de desvio de dinheiro na Assembléia entre 1998 e 2002. O corregedor-geral da Assembléia, deputado Geovani Silva (PSDB), espera que até o início de abril todos os relatórios estejam concluídos.
Com o retorno do recesso na Assembléia Legislativa, os trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) vão poder seguir em ritmo acelerado. Geovani espera poder se reunir todos os dias com os demais membros da comissão, deputado Euclério Sampaio (PDT) e deputado Graciano Espíndula (PSDB), para analisar a documentação e poder ter subsídios para elaborar os relatórios finais sobre o caso.
Até sexta-feira (17), Geovani, que também é o relator do processo, deverá apresentar o relatório final sobre a parte relativa à deputada Fátima Couzi (PTB). O relatório será então enviado à Comissão de Justiça da Casa para a apreciação. Se o parecer for pela constitucionalidade, o plenário vota (secretamente) se acata ou não o parecer da comissão.
O próximo deputado a ter o relatório confeccionado será Rudinho de Souza (PSDB), que não apresentou testemunhas de defesa. Ele terá também um prazo para a apresentação de alegações finais antes que o relatório seja apresentado.
A ordem de apresentação segue a ordem das notificações, ou seja, os deputados do PFL Zé Ramos, Gilson Gomes e Zé Tasso respectivamente. Quanto aos deputados Marcos Gazzani (PTB) e Luiz Carlos Moreira, a Comissão ainda está na fase de juntada de documentos e o prazo para a apresentação dos relatórios relativos a eles ainda não pôde ser estipulado.
A CEI foi criada depois que a Receita Federal divulgou em outubro do ano passado, um relatório parcial, apontando o envolvimento dos parlamentares em um esquema de repasse de cheques e depósitos bancários em nome de associações filantrópicas, durante a gestão do ex-deputado José Carlos Gratz. O dinheiro, porém, teria ido parar na conta dos deputados.
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