Vitória (ES), edição de 17 de fevereiro de 2006    
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Filósofo lança livro de romance



Felicia Borges


  
Foto: Bernardo Coutinho
  
Em 2005, Bernardo Barros Coelho de Oliveira participou da coletânea "Instantâneo", que reuniu vários poemas de autores capixabas. Este ano ele foi selecionado pelo "Edital para publicação de obras literárias inéditas" da Secretaria de Estado da Cultura e estréia na carreira solo literária com o livro "O Fotógrafo da Primeira-Dama".

Bernardo é o último entrevistado da série de reportagens feita por Século Diário com os cinco escritores selecionados pela Secult. Professor de Filosofia da Ufes, ele já têm publicados alguns poemas em prosa, mas o livro selecionado é a sua primeira experiência com romance.

"Eu sempre tive um caderno em que anotava coisas, mais para a prosa. Daí eu parti para a possibilidade de criar um personagem. Sou um leitor de romances desde a adolescência, gosto de literatura contemporânea e minha atuação acadêmica sempre foi nas fronteiras com a literatura", diz Bernardo. Como influências na carreira literária, Bernardo cita nomes como Rubem Fonseca, Chico Buarque, Paul Auster, Walter Benjamin, Charles Baudelaire e Louis Aragon.

A história

"O Fotógrafo da Primeira-Dama" se passa numa cidade fictícia, capital de um estado, e com um personagem totalmente fictício. "É a história de um sujeito que trabalha em um governo estadual, que eu não dou nome, mas o leitor capixaba tem tudo para reconhecer semelhanças com o que aconteceu no Estado há quatro, cinco anos atrás. Não há nada que tenha sido reproduzido, o clima é que é mais ou menos inspirado na época", faz questão de lembrar o autor.

O personagem criado por Bernardo é responsável por um laboratório de revelação que existe no Palácio e tem como função fotografar a primeira-dama. "Ele começa a entrar numa trama sem saber no que vai dar. Depois entra num projeto de fotografia com casas em demolição e inventa uma maneira de entrar na realidade através de um programa artístico, entre a denúncia e a arte. É um artista tentando se posicionar em meio à calhordice da política brasileira", conta.

O romance começou a ser escrito em 2003 e foi concluído no ano seguinte. Bernardo diz ter ficado sabendo que era um dos selecionados através de amigos, mas ainda não recebeu nenhuma resposta oficial que lhe confirmasse. Segundo as previsões da Secult, as obras dos autores selecionados devem ser lançadas ainda este ano.

O autor

Bernardo Barros Coelho de Oliveira é professor de filosofia na Ufes e mora em Vitória desde 1993. Publicou poemas em prosa avulsos e tem um romance inédito, "O fotógrafo da primeira-dama", andando pelas mãos de amigos-cobaias. Há também um trabalho longo de estética, "O que significa orientar-se pela arte?", em vias de publicação pela EDUFES.

Saiba mais!

Clique aqui e leia a coluna de Erly Vieira Jr. sobre os selecionados pelo Edital da Secult-ES

Clique aqui e leia sobre Anne Ventura, uma das selecionadas

Clique aqui e confira entrevista com Douglas Salomão, também selecionado pelo edital

Clique aqui e leia entrevista com Caê Guimarães, outro selecionado

 

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