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Foto: Divulgação
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Mistério, felicidade, união e as belezas do Espírito Santo são alguns dos ingredientes do primeiro dia de desfile na Marquês de Sapucaí. O Carnaval do Rio, a ser realizado nos dia 26 e 27 de janeiro, abre suas portas para o público, não somente do Brasil, mas de todo o mundo.
A primeira a desfilar na avenida é a Salgueiro, que este ano tem como enredo "Microcosmos: o que os olhos não vêem, o coração sente". Tudo o que é misterioso, que exercita a percepção humana e coloca o olhar pronto a avaliar e descobrir os detalhes.
Os espetáculos minuciosos prometem. Primeiro, a expedição pelo corpo, que vai chegar a outro rico mistério, a imaginação infantil. Em seguida, a fecundidade da terra: ervas rasteiras, grandes florestas, o reino dos insetos dançando aos sons da natureza, o pólen espalhado e ajudando a gerar as futuras sementes.
A transformação da matéria em energia, a luta contra microorganismos nocivos e a lembrança filosófica de que cada parte está no todo e o todo está em cada parte.
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Ser feliz vale um milhão?
Para a Rocinha, "Felicidade não tem preço". É o enredo que vai fazer parte da disputa deste ano. As questões que mais afligem o mundo capitalista estão na mira dos integrantes da escola, como, por exemplo: "Dinheiro traz felicidade?" ou "Será que tudo tem seu preço?".
A abertura será com João Ninguém que vive em busca do seu sonho. Depois, a febre do consumo, que se choca com o jogo da vida: uns nascem em berço de ouro, outros têm que ralar. A fama, a ilusão dos aplausos efêmeros, o alpinismo social, a busca pela estrela da celebridade, a ânsia por um milhão de reais.
Todo esse materialismo abordado pela Rocinha na avenida vai, propositalmente, mostrar cenas do "shopping" cotidiano e situações que o dinheiro não pode comprar: paz, honestidade, compaixão, dignidade, valor moral, amor verdadeiro... E outras que podem destruir uma fortuna conquistada.
À memória de Garibaldi
A Imperatriz vai encarar um lema heróico no seu enredo: "Um por todos e todos por um.", que se tornou popular com a obra "Os Três Mosqueteiros", de Alexandre Dumas. Mas a obra enfocada será outra.
A proposta da escola é reavivar no público um grande personagem trabalhado pelo escritor francês, que se apoiou em documentos e fatos históricos. A partir de "Memórias de Garibaldi" a Imperatriz traçou o seu caminho no Carnaval 2006.
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Através da ótica folhetinesca e romântica de Dumas, a escola vai enfocar a liberdade e a família, dois temas lembrados por Giuseppe Garibaldi, que lutou pela independência do Uruguai e da Itália. Antes disso, ele havia fracassado em algumas batalhas e fugido após sua condenação à morte.
O herói de Dumas embarcou com destino à exuberância do Rio de Janeiro. Sua alma corsária se junta aos rebeldes farroupilhas e seu caráter republicano chamava os gaúchos de "os centauros do mundo novo". Logo depois de algumas emboscadas, conheceu seu grande amor, Anita, inscrevendo-se, assim, como um lutador pelos povos latino-americanos.
A vez do Espírito Santo
O enredo da Caprichosos, este ano, é especial para o povo capixaba: "Na folia com o Espírito Santo, o Espírito Santo caprichou!" O Estado será tratado pela escola como um paraíso natural esquecido pelos brasileiros.
A história começa com o território habitado por índios canibais, lembrando que os rituais antropofágicos também serviam para adquirir o conhecimento daquele que estava sendo devorado.
O batismo da ilha de Santo Antônio como "Vitória" será abordado, ao mesmo tempo em que o canibalismo cultural revela o que o Espírito Santo tem para oferecer. Corsários, piratas, franceses, ingleses, holandeses receberam a grande resistência dos que já habitavam a ilha, incluindo a prostituta espanhola e heroína Maria Ortiz.
Desfilando na avenida, imigrantes alemães, italianos, poloneses, holandeses, luxemburgueses, belgas, suíços e libaneses, a riqueza do café e a excentricidade do pomeranos.
O calor do litoral e o frio da montanha, os personagens emblemáticos, a riqueza do folclore, as tribos indígenas de Aracruz, as orquídeas, os colibris, as paneleiras, a suculenta moqueca, as tradições religiosas, os monumentos, a delícia do chocolate: tudo se misturando ao sagrado e ao profano.
Saiba mais!
Clique aqui e acesse o site da Liga Independentes das Escolas de Samba do Rio de Janeiro
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