O que vamos contar aqui aconteceu quando fomos viver nos Estados Unidos. Estávamos morando na Califórnia e trabalhando na Pizza Hut de Manhattan Beach. Nosso turno era o primeiro e fazíamos "delivery". Mas toda quarta e sábado pela manhã, aquele caminhão imenso da Pepsico aportava no pátio para descarregar os insumos da pizzaria. O motorista era sempre o mesmo e era só ele. E nós, que esperavámos para orientá-lo com a mercadoria de trigo misturado, os peperones, os queijos, etc, etc.
Foi com Steve que aprendemos muitas gírias usadas no dia-a-dia americano, termos esses que nunca se aprende na escola ou cursos de inglês, como "piece of cake" para exemplificar alguma coisa fácil. Ou "what's up", que substitui malandramente o "What is happening" e por aí vai. Ás vezes, em plena PCH - Pacific Coast Highway - uma das maiores vias que corta a costa do pacífico e passa por dentro de muitas cidades, como Manhattan Beach, a gente cruzava nas "boulevards" com o Stevie e o caminhão buzinava ou piscava os faróis ao passar por nós. Ele já conhecia o nosso "cabriolet".
Hoje, vez em quando, vemos um caminhão parecido com o do Steve aqui em Vitória, que vem abastecer o McDonalds, também às quartas e sábados, igual lá. E quando o vemos, bate uma saudade daquela época, que entre outras coisas, serviu para educar as crianças numa cultura um pouco mais avançada. O processo de descarregamento deve ser o mesmo. Um só motorista e a ajuda da meninada do estabelecimento. Mas nunca tinha visto o rosto do motorista. Quer dizer, só via o caminhão e batia a lembrança.
Um sábado destes, vindo da praia cedo - onde sempre vamos dar umas braçadas, ao atravessar as pistas da Avenida dos Navegantes, agora Américo Buaiz -, parávamos na pista central, a esperar passar os carros e atravessar a segunda para vir embora, quando olhamos, indo no sentido norte, talvez saindo do Shopping, o tal caminhão. Resolvemos ficar ali, no meio do canteiro e ver o caminhão passar perto, bem ali, e talvez ter uma lembrança mais forte dos tempos da Califórnia.
Notamos que o caminhão estava diminuindo a marcha e os carros se enfileirando atrás dele. E ele foi parando bem perto da gente. O motorista parou o caminhão e disse para nós. Senhor! Onde pego a Reta da Penha? Logo conosco, logo para nós que havíamos parado ali para vê-lo passar sem que ele soubesse do nosso intento. E lá estava a cena: aquele grande caminhão parado no meio da pista, com os alertas ligados, e nós dando uma informação a um outro Steve da vida meio perdido em nossa terra. São coisas que só Deus dá de presente quando estamos sentidos e a gente acha que é coincidência....
PARABÓLICAS
Apesar de anúncio grande de roda-pé no jornal A Tribuna, anunciando o telejornal que apresenta, George Bitti já deve ter sentido que mesmo assim, não valeu a pena ter saído de A Gazeta, onde era um dos apresentadores.
Essa nota do Tutty Vasques no NoMínimo merece reprodução "George Bush pediu calma a seu vice-presidente, Dick Cheney, que anda falando em combater a gripe aviária a tiros nos EUA".
Noticias de big field dão conta que Toninho Portes, sem sair da Líder, fará um horário na América AM. Só o tempo fará saber se acrescentará ou não na emissora católica.
Porque se preocupar tanto com peixe pequeno se Delúbio e Valério fizeram muito pior e estão soltos? Tem coisa estranha nisso. E o povo brasileiro vai votar em Lula novamente.
O Rolling Stones do Mick Jagger deu um show de profissionalismo em sua estada no Brasil. Em horário, em show, em comportamento. E agora? Serve de exemplo? 50 anos? Milionários?
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MENSAGEM FINAL
Você não pode testar a sua coragem com cautela.
Annie Dillard
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