Os corregedores da Assembléia começam a perceber que o trabalho de apuração das denúncias de desvio de verbas por sete deputados não será fácil. Depois de três meses de trabalho, o primeiro relatório, o da deputada Fátima Couzi (PTB), ficou pronto, mas o conteúdo dele, pedindo a cassação do mandato da deputada, causou um alvoroço, que deve se repetir nos demais relatórios.
O relatório terá que ser refeito e a deputada terá que ser ouvida. O corregedor geral garante que isso não será problema. Mas o fato é que na sessão desta terça-feira (21), a movimentação dos outros seis deputados denunciados foi fora do plenário. Eles estiveram na sala de votação apenas no início da sessão e, nos corredores, o comentário era de que a movimentação era em torno de seus processos.
Além de Fátima Couzi, respondem a processos na Corregedoria os deputados José Tasso, Gilson Gomes e Zé Ramos, do PFL, e os deputados Rudinho de Souza (PSDB), Luiz Carlos Moreira (PMDB) e Marcos Gazzani (PTB).
Na primeira quinta-feira depois do carnaval, dia 9 de março, as testemunhas de defesa do deputado Zé Ramos serão ouvidas pelos corregedores. Das oito testemunhas a que tem direito, o deputado vai utilizar cinco, uma de Vila Velha, uma de Vitória, uma de Iúna e duas de Ibatiba.
Enquanto isso, os corregedores providenciam o relatório do processo do deputado Rudinho de Souza. Ele abriu mão do direito de levar testemunhas para depor, por isso o relatório sairá mais rápido.
O fato é que, assim como o relatório de Fátima Couzi, o relatório do deputado Rudinho de Souza deve gerar muita polêmica. Rudinho alega que não pode ser acusado de quebra de decoro parlamentar por um fato que ocorreu quando ele não tinha mandato.
Nesta terça-feira (21), uma denúncia contra o deputado Geovani Silva foi protocolada na Assembléia. O deputado considerou a denúncia uma espécie de contra-ataque do grupo que está sendo investigado. E de fato, nos corredores da Casa, soou como manobra.
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