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Foto: Divulgação
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O filósofo e semiólogo francês Edgar Morin, em seu livro
Cultura de Massas no Século XX, usou o termo "olimpianos" para descrever o panteão de estrelas que se formou ao redor do cinema e, especialmente nos últimos tempos, na televisão - de atores de novelas a apresentadores de programas jornalísticos, passando por participantes de reality shows e outras figuras folclóricas que orbitam o mundo das celebridades televisivas.
Milo Manara (autor de
O Clic e
El Gaúcho) parece não ser um grande fã desse
star system, em Revolução o quadrinista italiano institui uma nova Revolução Francesa, um redivivo Reinado do Terror sob o comando de um Robespierre modernizado, empenhado em colocar os pescoços da nova nobreza (a televisiva) sob a égide de uma incansável guilhotina. Pegos de surpresa e julgados pelo povo, as cabeças de jornalistas, publicitários e atores rolam uma a uma, vertendo o sangue que alimenta e insufla a sede por mais sangue nas massas.
Kay, recém-contratada como dançarina de palco para um programa de TV, se vê às voltas com seqüestradores que invadem o escritório onde está sendo entrevistada para raptar o diretor-artístico da emissora. Fugindo, algemada ao diretor, enfrenta ainda um casal de caçadores a serviço da Revolução - e fica cada vez mais perto de ter a cabeça decepada.
Publicado na Itália em 2005 e inédito no Brasil,
Revolução conta com altas doses do erotismo que consagrou Manara nos quadrinhos. Os quadrinhos de Manara sempre apresentam mulheres deslumbrantes. O sobrenatural e fetiches sexuais são temas freqüentes em sua obra. O álbum ressalta o traço refinado do mestre, fazendo com que as belas mulheres do italiano ganhem vida e saltem das páginas para a imaginação dos leitores.
Serviço
Revolução, de Milo Manara. Conrad Editora. 56 páginas. R$39,90 em média.
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