Ano novo, temos que alertar as direções dos sindicatos dos trabalhadores para que toquem o novo ano voltados para para o 13º salário e as participações nos lucros das empresas. Quanto ao 13º, a gente tem que salientar que muitas empresas, principalmente as terceirizadas, pagam hora-extra por fora do cartão de ponto. O que não é privilégio só das terceirizadas; as grandes empresas também o fazem.
O sindicalistas têm que ficar atentos e cobrar dos trabalhadores a fiscalização desse tipo de conduta, pois o 13º é a soma de toda a remuneração durante ano dividido por 12. Por isso é chamado também de duodécimo. Se os trabalhadores atentos fiscalizarem a atuação dos sindicatos, isso vai favorecer a cumprimento exato deste benefício.
A PLR é um pouco mais complexa porque há a tese de que o lucro só se divide com os funcionários da empresa, e aí os terceirizados ficam de fora. Mas todo trabalhador ajuda a produzir o lucro e por isso todos têm que ser contemplados. Aí exige uma atuação muito efetiva e qualificada das direções dos sindicatos.
Os metalúrgicos são privilegiados nesse sentido, porque o Sindimetal é representante dos empregados das empresas e das terceirizadas, facilitando o entrosamento para a busca desta conquista para os trabalhadores menos favorecidos, que são os funcionários das tercerizadas.
O máximo que os trabalhadores podem fazer é acompanhar as negociações e cobrar do sindicato uma atuação firme neste sentido. Porque a Lei da Participação de Lucros não exclui os trabalhadores das terceirizadas.
Esse é um dos grandes motivos para a reforma sindical, pois na reforma está prevista a criação das comissões sindicais de empresa que terão atuação direta no local da produção com mais facilidade de participação nas rodadas de negociações, pois terão mais acesso às informações sobre a participação dos trabalhadores na produção dos lucros.
Não há como os sindicatos ficarem restringindo a reforma. Devem fazê-la logo, pois já perderam um mandato de um presidente da República disposto a fazer a reforma. E se ele perder a eleição? Com certeza a direita fará a reforma a seu jeito. E aí os dirigentes vão reclamar de quem?
Vão ter que chorar na cama, que é lugar quente.
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