O compromisso entre o Banestes e Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, para pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não pôde ser cumprido pelo banco. No acordo feito, a primeira parcela da PLR), no valor de R$ 400, seria quitada nesta quinta (5). Mas, por falta de recursos operacionais, a instituição adiou o pagamento para o próximo dia 20.
André Luiz Sabino, secretário de finanças do sindicato, informou que o banco optou por fazer o crédito dia 20 por não ter condições de realizá-lo na data acordada. O Banestes informou que não tem condições de fazer o pagamento dentro do prazo estalecido no acordo com os bancários. Além disso, o banco enfrentou dificuldades devido ao fim do convênio com o INSS.
Com o fim do convênio, cabe agora ao Banestes pagar aos empregados licenciados. O banco assumirá o papel do instituto para os funcionários de licença não ficarem até dois meses para receber do órgão federal. Ou seja, a instituição bancária deixará a PLR para depois do previsto e será ressarcida pelo INSS, quando este resolver pagar o que deve.
Independentemente do fato de o banco assumir a dívida do INSS, esse é o segundo atraso da PLR. Sabino revelou que esta primeira parcela, de R$ 400, deveria ser paga em novembro passado. No entanto, o Banestes conseguiu trazê-la para este mês. Além desta quantia, o restante da PLR será quitado em março.
Previsão orçamentária
A previsão orçamentária deste ano do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo foi aprovada, em assembléia realizada na semana passada. A receita, baseada na do ano anterior, será de R$ 2,342 milhões. Quantia originada do pagamento dos sócios, da parcela de honorários advocatícios que fica com o sindicato e da constituição sindical. Segundo o diretor financeiro, André Luiz Sabino, com a previsão decidida, falta agora detalhar melhor a dinâmica dos investimentos.
Ainda assim, o sindicato revelou onde deve investir sua receita, até o último dia deste ano. Será nas seguintes áreas: administração; em cursos de formação para bancários; em ações sindicais contra demissões, instrumentos de lutas etc.; no setor jurídico; na Secretaria Geral, que cuida de doações e viagens; no centro sindical esportivo; nos gastos com a imprensa; na Secretaria de Saúde, com seminários; nos eventos culturais; e nas sub-sedes de Cachoeiro, Colatina e Linhares.
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