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Foto: Divulgação
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Estréia essa semana no Estado o filme "Soldado Anônimo", a história de um jovem americano que luta a Guerra do Golfo, no Iraque, no início dos anos 90. Sem compreender ao certo a luta, os soldados usam o humor para superar as adversidades. A direção é de Sam Mendes, do premiadíssimo "Beleza Americana" (1999).
Em seu terceiro filme (o segundo é "Estrada Para a Perdição", de 2002), o diretor conta com as atuações de Jake Gyllenhaal, no papel principal, de Swoff, e Jamie Foxx (vencedor do Oscar de melhor ator por "Ray"), como o durão sargento Siek, e Peter Sarsgaard, no papel do aguerrido fuzileiro Troy, melhor amigo e mentor do protagonista.
Swoff é a terceira geração de sua família a servir ao exército. Quando Saddam Hussein invade o Kwait, em 1990, Swoff é mais um soldado anônimo enviado ao deserto. Estando em local que não entende, lutando contra um inimigo que não consegue ver e sem entender direito o porquê de estar ali, Swoff e seus companheiros de batalhão sobrevivem à adversidade local usando o humor negro e o sarcasmo.
"Soldado Anônimo" é baseado no best-seller de 2003 nos Estados Unidos, o livro biográfico "Jarhead", do ex-fuzileiro naval americano Anthony Swofford, onde ele conta as suas experiências no Oriente Médio no meio do calor incessante e as batalhas com soldados do Iraque.
Atirador de elite na Guerra do Golfo, Swofford conta em seu livro coisas que o governo americano fez questão de esconder. Durante os seis meses em que fez parte do conflito, o ex-marine pensou em suicídio, ameaçou um companheiro, quase foi morto por uma mina terrestre, apanhou de seu instrutor, foi alvo de rajadas iraquianas e americanas e, pra completar o drama, foi traído pela namorada.
"Jarhead", título original do filme, é o apelido que se dá aos fuzileiros navais, devido à cabeça raspada que lembra um jarro. Mas, segundo a definição do próprio Swofford, o apelido também vem do fato da cabeça do fuzileiro ser como um jarro, vazio, esperando para ser preenchido com o treinamento e com idéias.
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Foto: Divulgação
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| O diretor Sam Mendes durante as filmagens
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Direção
O filme de estréia de Mendes, "Beleza Americana" ganhou o Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Kevin Spacey), Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia, além de ter sido indicado a outras três categorias, de Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz (Annette Bening) e Melhor Montagem. O filme também ganhou três Globos de Ouro, nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original.
O segundo filme do diretor, "Estrada para a perdição", ganhou o Oscar de Melhor Fotografia, além de ter sido indicado em outras cinco categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Paul Newman), Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhores Efeitos Sonoros, e também recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Paul Newman).
Britânico de nascimento, Sam Mendes, até sua estréia no cinema, era mais conhecido por seus trabalhos no teatro. Sua montagem do musical "Cabaré", na Broadway, levou Steven Spielberg a convidá-lo a dirigir "Beleza Americana", filme produzido pelo estúdio de Spielberg. Na Inglaterra, Mendes recebeu um prêmio teatral pela montagem de "A Ascensão e Queda de Little Voice'.
Saiba mais!
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