Preço dos combustíveis em alta significa problemas para o bolso do consumidor. Contudo, a tecnologia empregada pelas montadoras nos veículos e disponibilizada em carros populares pode ser uma solução. Para 2006, a novidade são os carros tri-combustível, que além da gasolina e do álcool funcionam também com o Gás Natural Veicular (GNV).
No início de 2005, a novidade foi o estouro nas vendas dos veículos bi-combustível, que funcionam tanto com gasolina quanto com álcool.
Na manhã da última segunda-feira (2), os consumidores foram surpreendidos com o aumento de R$ 0,18 no preço da gasolina e de R$ 0,12 no valor do litro do álcool. Com isso, a gasolina comum, cujo litro era vendido, em média, a R$ 2,48, passou a ser comercializada por R$ 2,66. Já o caso da gasolina aditivada foi ainda mais grave: passou de R$ 2,50 para R$ 2,68.
Já o preço do GNV não sofreu alterações e o valor encontrado nos postos está em abaixo dos combustíveis convencionais, R$ 1,20 o metro cúbico.
Por conta da possibilidade de escolha na hora do abastecimento, a tecnologia é vista com bons olhos também para o mercado de frotas empresariais, táxis e consumidores em potencial. A relação custo-benefício é considerada bem atrativa, principalmente no caso de frotistas e taxistas, assim como também para quem faz uso constante do veículo.
De olho nessa fatia do mercado, cujos números para o mercado são cada vez mais promissores, é que as empresas decidiram flexibilizar os lançamentos de veículos. De acordo com o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo (Sincodives), no primeiro trimestre de 2005 as vendas dos bi-combustíveis representaram apenas 30% da frota. Esse número passou para 70% nos meses de julho, agosto e setembro. E, em novembro, a distribuição atingiu 75%.
Para o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo (Sincodives), a disponibilização dessas tecnologias representa uma tendência. A falta de investimento no setor e falta de fornecimento figuravam como principais empecilhos para popularização da tecnologia, segundo o sindicato.
Como o mercado tem se mostrado em franca expansão, a democratização é inevitável. Segundo o Sincodives, as pessoas têm apostado nesse tipo de tecnologia na busca de economia e na segurança, uma vez que, existe a possibilidade de escolha de preço, sem a necessidade de alterar as características do veículo depois que ele sai de fábrica.
Com a tecnologia triflex, os veículos são equipados com dois circuitos de combustíveis: um para o líquido (álcool, gasolina ou a mistura dos dois) e outro para o gasoso (GNV). Dessa forma, o motorista deve selecionar a injeção de combustível que quer usar através de uma chave no painel do carro.
GNV
O gás natural é um combustível fóssil, encontrado no subsolo, associado ou não com petróleo, composto basicamente de gás metano.
Devido à sua pureza, produz uma queima limpa e uniforme, sem a presença de fuligem e de outras substâncias que possam prejudicar o meio ambiente. Com isso, diminui consideravelmente a emissão de compostos de enxofre e particulados, sem gerar cinzas ou detritos poluentes oriundos da utilização de outros combustíveis, seja no uso industrial ou no automotivo. Por isso é um combustível ecologicamente correto.
Os postos revendedores de combustíveis automotivos, autorizados pela ANP, que pretendam também comercializar GNV, deverão atender, no que couber, ao disposto na Portaria ANP no 32, de 6 de março de 2001.
Para instalação, as botijas devem possuir certificação do Inmetro e o veículo deve passar por inspeções nos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detran).
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