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Foto: Divulgação
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| María Alché, (como Amália) e Julieta Zylberberg (Josefina)
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Amália é uma adolescente de 16 anos, estudante de um colégio católico de Buenos Aires, que, assim como suas companheiras de classe, em especial sua amiga e confidente Josefina, vive à procura de alguma revelação, sinal místico ou religioso. É a história dessa jovem que o filme "A Menina Santa" - estréia sexta - apresenta.
As duas meninas moram na cidade de La Ciénaga, na Argentina. Josefina (Julieta Zylberberg) pertence a uma família conservadora, enquanto a mãe de Amália (María Alche), Helena (Mercedes Morán, de Diários de Motocicleta e O Pântano), é divorciada e dirige um hotel. Durante as aulas, elas aprendem que esse sinal que elas esperam, sobre sua vocação nesta vida, aparece sem aviso ou definição.
Um dia, enquanto acompanha um concerto musical na rua, Amália, envolvida pela sonoridade marcante de um teremim, é surpreendida pela presença de um homem, em suas costas, que encosta sua parte íntima na garota. Ela não o recusa. Ao som do teremim, uma luz ilumina o seu rosto - é o sinal celeste que Amália tanto esperava.
Ela começa então a persegui-lo. Crê que sua missão é salvá-lo do pecado, redimi-lo. O homem é o Dr. Jano (Carlos Belloso), um médico convidado para um congresso de otorrinolaringologia na cidade, que, por coincidência, está hospedada no mesmo hotel onde a menina mora.
Durante atividades na piscina do hotel, o médico casado permanece sem conseguir controlar suas tensões sexuais e desperta interesse por Helena, sem, no entanto, saber que ela é mãe de Amália.
Há uma ambigüidade de sentimentos nos personagens construídos pela diretora Lucrecia Martel, que em seu segundo filme (o primeiro foi "O Pântano") já vem sendo considerada uma das principais revelações do cinema argentino atual.
Amália quer salvar Jano, mas secretamente sente desejo por ele, masturba-se escondida. Sua melhor amiga Josefina (Julieta Zylberberg) se recusa a perder a virgindade com um primo, mas permite a penetração anal. Ambas condenam a professora religiosa, que, dizem, foi vista aos beijos com um homem.
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Foto: Divulgação
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| A contradição da personalidade das personagens é base do enredo
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Todos vivem amparados por uma crosta de sexualidade e libido, mas uma sexualidade até inocente, que serve para ocultar a repressão religiosa e social. As relações são físicas, como no caso de Helena e seu irmão, que se tocam mais do que o comum e dormem na mesma cama, ou mesmo Amália e Josefina, que se beijam na boca. Não por incesto ou homossexualismo, mas por carência mesmo. E também porque eles próprios não vêem malícia nas relações.
Saiba mais!
"A Menina Santa" (La Niña Santa, Argentina/ Espanha/ Itália, 2004, 106 min) estréia nesta sexta-feira (13), no Cine Metrópolis, com sessões às 15 h e às 19 horas.
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