Esta semana está se realizando a eleição no sindicato dos trabalhadores da Aracruz, o Sinticel. Acirra-se a disputa pelo comando do sindicato: uma chapa, mais partidária, ligada à articulação de esquerda do PT, e a outra, mais próxima dos sindicatos, digamos, em tese mais representativos. Esta não deixa de ser partidária, já que é ligada à facção Unidade na Luta, também do PT.
No Estado o comando do partido é da Articulação de Esquerda, mas no movimento sindical a que tem mais poder de atuação é a Unidade. Temos de deixar claro que estamos falando da área privada, pois no poder público as coisas são diferentes.
Os trabalhadores, ao colocarem seus votos na urna, vão indicar para ambos os lados a direção que querem que o sindicato tome. Não podemos dar a desculpa de que a empresa vai controlar a eleição porque o voto é secreto e o trabalhador sabe muito bem que rumo vai lhe garantir uma maior atuação.
O que esperamos é que nessa disputa não haja vencedores e nem vencidos, porque não só a sociedade organizada, mas também toda a sociedade espera uma ação em busca de garantias de redistribuição dos benefícios, sobretudo em relação à Aracruz, que tanto tem que devolver à natureza, à população indígena e a toda a sociedade capixaba, que foram prejudicadas com a instalação da fábrica no Estado.
É preciso que as tendências usem o know-how político que têm para superar as divergências e conduzir o sindicato no rumo em que os trabalhadores irão apresentar sem rancor.
Uma saída para que as lideranças possam buscar uma unidade é trabalhar na direção da reforma sindical, partindo para o sindicato único. Não vejo dificuldades para que isso aconteça, pois as duas lideranças em disputa são pessoas idôneas e sabem onde por o pé. Bastam um pouco de humildade e o exercício da democracia interna.
Vão em frente, satisfaçam a vontade dos trabalhadores e dêem uma resposta à sociedade!
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