Conjecturando sobre as possibilidades d'o Coringão repetir a dose, a conclusão logo se impõe, soberana: não vai ser fácil, companhero, mesmo contando com a juda de juiz.
Logo de cara duas pedreiras pela frente: o Parmera vem cheio de fumaça e a Copa do Mundo, tchau e boa: essa é alemoa.
Entrementes, quem aposta que a federação dos oportunistas de oposição não vai queimar seu filme saindo com um garoto de programa?
Essa corrida pra tapar buraco nas estradas, fazendo em seis meses o que não se fez em três anos, não ilude ninguém: estão querendo pavimentar o caminho das urnas com um festival de obras de ocasião, sem licitação, a preço de liquidação, pra facilitar as famosas, tenebrosas transações. E isso tudo, amigos, sin duda nem dirceu. Quer dizer, escancarou de vez. Te segura, malandro.
Neste país, às vezes não, mas quase sempre, a política é administrada da mesma maneira que um clube de futebol: junta-se uma turma a alguém que se supõe mais esperto do que os outros e...bola pra frente.
Iniciado o jogo, logo aparece quem dele queira participar. Pode ser uma beira na lateral direita ou na ponta esquerda, mas também pode ser uma vaga no Supremo, por que não?
Agora, fica combinado assim: quem não conseguir lugar no time do Maracutaia F. C. guarda-se o direito de denunciar os titulares e os reservas por quebra do decoro ou formação de quadrilha.
E olho vivo porque nesses jogos quem pode estar impedido é o juiz com a conivência dos bandeirinhas.
Para finalizar, vamos apelar para uma metáfora turfística. No páreo há dois azarões: Ministério Público, cavalo novo, tem alguma chance, mas talvez lhe falte fôlego; Justiça Eleitoral, lerda no partidor, chega sempre atrasada ao disco final, mas ainda inspira alguma confiança.
Resta o Povo, cavalo velho, cheio de baldas, mas que às vezes desembesta e corre barbaridade, como já aconteceu em algumas temporadas. Mesmo sem preparo físico e sem esquema tático definido, pode surpreender na reta final.
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