Vitória (ES), edição de 18 de janeiro de 2006    
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Prainha: o futuro pulmão cultural?



Cristina Moura



  
Foto: Ricardo Medeiros
  

Um concurso de idéias será lançado, provavelmente ainda nesta semana, para os interessados na área cultural. Um grupo de pesquisadores e ativistas culturais está articulando um museu ou um centro de preservação do patrimônio histórico do Estado do Espírito Santo, localizado na Prainha, em Vila Velha.

Um dos idealizadores do projeto é o professor, filósofo e teólogo Paulo Araújo, diretor da Faculdade Novo Milênio, em Vila Velha. "Nós, da área cultural, sentimos muito a ausência de um espaço ideológico para grandes eventos", afirmou. Ele ainda explica que essa 'ágora', que em grego significa 'praça da cultura', é uma reivindicação urgente, em nome da memória do povo capixaba.

Para oficializar o projeto, o concurso, espécie de chamamento da população para opinar sobre o tema, também terá o objetivo de engrenar o movimento. "Eu, você, todos nós, estaremos nessa luta, em busca da ativação de um pulmão cultural, no qual todas as coisas farão sentido", explicou.

Auto-estima

Até o momento, o lugar será chamado de Museu do Descobrimento do Espírito Santo. Com este título, lembraria o século XVI, com a valorização dos traços barrocos do sítio histórico. Cada trecho do lugar teria uma explicação lógica e encadeada com os visitantes e, assim, poderia se configurar como um marco para o desenvolvimento do turismo.

O Cepes (Centro de Estudo e Pesquisa do Estado do Espírito Santo) está cuidando do assunto. Funciona nos moldes de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), cujos integrantes também esperam um posicionamento da prefeitura de Vila Velha, isto é, um ato público em nome da causa, que se propõe a resgatar a auto-estima dos capixabas.

  
Foto: Site Morro do Morenoo
  
Confira os principais pontos do projeto

1-Instalação do Museu do Espírito Santo como centro de pesquisa e estudo; mobilizado e equipado com mapoteca, biblioteca, peças de época e computadores;

2- Um espaço cultural para exposição e eventos com capacidade para duas mil pessoas;

4- Infra-estrutura turística com lojas e serviços afins;

5- Salas de escritórios para profissionais liberais;

6- Dois centros gastronômicos, um deles com ênfase na culinária capixaba;

7- Uma embarcação do tipo marina, com todos os serviços de apoio náutico e turístico;

8- Previsão de 100 empregos diretos, formação e capacitação de mão-de-obra local aos pescadores, seus filhos e assistência social às suas famílias.


 

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