Até 2008, 28 mil condomínios, residências e empresas já estarão utilizando o gás natural na Grande Vitória, segundo cálculos da Petrobras. Condomínios e empresas devem se adaptar se quiserem utilizar um combustível mais barato, flexível e limpo. A rede está em franca expansão e as obras na avenida Fernando Ferrari servem como impulso para a distribuição na metrópole.
Cerca de 3,5 mil unidades já utilizam o combustível nos bairros da Praia do Canto, Jardim Camburi, Mata da Praia e Jardim da Penha. A expansão começou no final de 2005 e um dos seus principais atos será a instalação de um duto na avenida Fernando Ferrari para abastecer postos de combustíveis e o setor comercial da Capital, parte integrante da fase II do projeto da estatal petrolífera. Ao final dessa fase, a totalidade dos bairros já atendidos, além do Barro Vermelho e Enseada do Suá, terá acesso ao gás.
No segundo semestre de 2006 serão iniciadas as obras para o atendimento de Vila Velha para contemplar os bairros da Praia da Costa, Centro, Itapoã, Itaparica e Coqueiral de Itaparica.
Vantagens
De acordo com o gerente de Vendas de Gás Natural no Espírito Santo, Antonio Fernando Cesar Filho, o gás natural é mais econômico que outros combustíveis e é uma fonte de energia segura que polui pouco e aumenta a vida útil dos equipamentos.
Ele explicou que o combustível se dissipa com facilidade, por ser mais leve que o ar, além de eliminar o risco que o armazenamento de botijas e tanques do tradicional gás de cozinha oferecem às residências e condomínios.
O gás pode ser utilizado como combustível em diversas aplicações: fogões, fornos, climatização de ambiente (ar condicionado), aquecimento de água, sauna, churrasqueira, além da alimentação de eletrodomésticos. A economia para quem substitui a energia elétrica e o gás comum, pelo uso do gás natural, pode chegar a 60%, dependendo das tarifas locais e dos equipamentos utilizados pelo consumidor.
Para utilizar o gás natural, casas, condomínios e empresas precisam instalar tubulações para a condução do gás. Em geral, as instalações utilizadas para o gás GLP (gás de cozinha tradicional) podem ser utilizadas para o gás natural. A tubulação local deve ser ligada à rede de distribuição da Petrobras na divisa do terreno com a rua.
As residências que possuem sistema de aquecimento de água alimentado por gás têm que adequar suas instalações às normas e fazer sistemas de ventilação e chaminés. As conversões dos aparelhos são feitas pela própria Petrobras.
Segundo Cesar Filho, as três fases do projeto no Espírito Santo vão gerar cerca de 200 empregos diretos. "Os empregos são gerados em diversas fases do projeto. Desde as obras de construção dos dutos, passando pela conversão dos equipamentos das unidades residenciais até a fase de operação e assistência técnica", explicou. O gerente não adiantou a pretensão de faturamento da empresa com o empreendimento.
Polêmica em torno da Petrobras
Se por um lado as atividades da estatal trazem avanços na área energética para o Estado, a sua presença causa polêmica entre moradores da região da Praia do Canto, em Vitória.
A sede da empresa será construída em uma área entre a avenida Nossa Senhora da Penha (Reta da Penha) e o interior do bairro. O projeto prevê uma entrada para o prédio através da rua Chapot Presvot dentro da Praia do Canto, além da entrada principal, que será feita na Reta da Penha. Isso provoca o temor de um aumento exagerado do fluxo de veículos na rua.
Como contrapartida pela obra, a Petrobras fará a ligação da rua Guilherme Serrano com a Chapot Presvot, conforme indicado pela prefeitura. Essa ligação é uma reinvindicação antiga dos moradores. Entretanto, a obra dará acesso a moradores de outros bairros, como Jardim da Penha, através da Chapot Presvot, o que poderia transformar a entrada periférica da Petrobras em principal.
A estatal argumenta que a entrada pela Praia do Canto será utilizada apenas por cerca de 70 funcionários que moram no bairro e que o fluxo será controlado rigorosamente. Contudo, os moradores temem que a ligação com outros bairros mude esta concepção.
A Associação dos Moradores da Praia do Canto (AMPC) realiza uma audiência pública nesta quarta-feira (18) sobre o assunto. O evento será realizado às 18h30 no MS Buffet e contará com a presença de representantes da Petrobras e da Prefeitura Municipal de Vitória.
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