Há alguns dias recebemos e-mail do companheiro Marcos, parabenizando-nos pela matéria e dizendo que um dos concorrentes da eleição do Sinticel, mais propriamente o Sapão, é um pessoa política, militante da facção petista Articulação de Esquerda. E que, por sua vez, o então concorrente Osmar é apolítico, não milita em nenhuma facção política.
Quero dizer ao companheiro Marcos que fiquei satisfeito de saber que ele está lendo minha coluna e convidá-lo a fazer mais comentários, pois assim vai estar ajudando o movimento sindical.
O resultado das eleições no Sinticel mostraram que Osmar pode até ser um companheiro apolítico, mas isso é uma situação de conveniência, porque dirigente sindical e dirigente de associação de moradores tem que estar muito bem articulado com as categorias que representam, as lideranças políticas e os empresários, para que possam fazer a ponte entre os segmentos, garantindo assim os direitos dos trabalhadores sem abrir mão de suas convicções.
Isto não significa que o líder sindical terá que ser pelego. Quero chamar a atenção dos companheiros do Sinticel para o fato de que, neste momento, o Osmar está no caminho certo, porque 61% dos votos significam a maioria, mas o Sapão teve 39%, que também é um percentual considerável.
Como boas lideranças que os companheiros são, precisam aproveitar as aptidões e montar as equipes dos sindicatos com pessoas de diferentes qualidades. Se precisar de uma ação mais aguerrida, batendo de frente com a empresa, a equipe tem que estar preparada para isso. E, se for o caso de uma conciliação, a outra equipe, mais diplomática, é que deve entrar em ação.
Os números da eleição mostram como deve ser montada essa equipe. Precisa que o companheiro Osmar, que é uma pessoa habilidosa, sente-se com Sapão e procure um entendimento, para que sua equipe fique reforçada. Quando tiver que falar sobre a degradação do meio ambiente, o ideal é Sapão. Agora, negociação é mais a área de Osmar.
Os companheiros precisam se desarmar e procurar a unidade em beneficio dos trabalhadores. Porque as empresas se unem e os sindicatos ficam se digladiando internamente.
Companheiros, uma reflexão garante um bom mandato e beneficia a sociedade. E os trabalhadores agradecem!
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