Vitória (ES), edição de 20 de janeiro de 2006

Sujeira e água parada na Praça dos
Namorados incomodam moradores



Anderson Cacilhas


Foto: Divulgação

Os moradores da Praia do Canto estão preocupados com a situação da Praça dos Namoradores. Eles reclamam que o antigo espelho d'água, hoje desativado, transforma-se em depósito de água parada quando chove (foto). Além disso, a antiga Gaiola das Flores, também desativada, serve como abrigo para mendigos que defecam, juntam lixo e praticam sexo no local.

A Secretaria Municipal de Serviços fez a limpeza do local na última segunda-feira (16). Entretanto, o acesso ao interior da Gaiola das Flores continua aberto, o que permite que mendigos continuem utilizando o local.

A assessora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Priscila Merçan, informou que a prefeitura está elaborando um projeto de revitalização para a praça com o intuito de resolver de forma definitiva os problemas apontados pelos moradores. Entretanto, Merçan disse não haver prazo para o início das intervenções. Ela garantiu que a água é retirada pelos jardineiros que cuidam da praça e quando a quantidade é grande, a Secretaria Municipal de Serviços é acionada para sugar a água.

Foto: Divulgação
O presidente da Associação dos Moradores da Praia do Canto (AMPC), vereador José Carlos Lyrio Rocha (PSDB), confirma as reclamações dos moradores e informa que, tanto a Praça dos Namorados, quanto a Praça dos Desejos, estão em total abandono. "Os projetos da prefeitura para a área estão muito devagar. Estamos cobrando do executivo uma solução", disse o vereador. Lyrio Rocha informou ainda que apesar de não ter chovido forte nos últimos dias, ainda há água no antigo espelho d'água.

A foto enviada por um morador do bairro à reportagem de Século Diário confirma as reclamações e mostra que a água fica depositada no local favorecendo a proliferação de mosquitos e doenças como a dengue.

Priscila Merçan informou também que uma equipe da Semmam foi até a praça para identificar a melhor forma de isolar o acesso à Gaiola das Flores, evitando os transtornos enquanto a revitalização não é concretizada.