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Foto: Leonardo Lara
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| Auditório lotado para debate com diretores e produtores
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No auditório do Centro Cultural Yves Alves, com 150 lugares, acontece todos os dias pela manhã o Encontro da Crítica, Diretor e Público. Em Tiradentes, ao contrário do que acontece no Vitória Cine Vídeo, os debates são em espaços públicos, acessíveis a qualquer pessoa a pé, e estão sempre lotados.
O diretor que tem seu filme exibido na noite anterior na praça ou na tenda defende a obra, tenta justificar a opção por este ator e aquela linguagem. A platéia, composta por tietes, cinéfilos, imprensa, questiona os componentes da mesa, que tem diretor, atores, gente da equipe técnica e um crítico convidado. Ao contrário do festival de cinema de Vitória, a Mostra de Tiradentes confere espaço privilegiado aos momentos de troca e interação entre público e diretores.
Voltemos para o sábado quando Ruy Guerra debateu "O Veneno da Madrugada" com o crítico Luiz Zanin Oricchio e teve seu filme Os Cafajestes (1961) exibido no mesmo auditório com capacidade esgotada. Ao mesmo tempo descia pela Rua Direita, partindo da Igreja do Rosário o Cortejo da Arte. Só nas cidades históricas de Minas Gerais descer uma ladeira com calçamento irregular, ladeada por casarões de outros séculos, antigas cadeias, ao som de sambas e marchas, com bonecos gigantes e artistas de circo, pode se transformar em momento de êxtase.
À noite, três longas-metragens são exibidos quase simultaneamente. O primeiro é "Carreiras", experiência de baixo-orçamento gravado em mídia digital pelo diretor Domingos de Oliveira. Depois vem a estréia do diretor de teatro João Falcão no cinema. "A Máquina" tem o carimbo da Globo Filmes, além de ser produzido por Diller Trindade, cuja Diller Produções banca, por exemplo, os filmes da Xuxa.
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Foto: Leonardo Lara
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| Exibição do longa "A Máquina" nas ruas de Tiradentes
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"A Concepção", segundo longa de José Eduardo Belmonte, é o último filme da noite. No Cine Tenda, cerca de 700 pessoas assistem ao cinema ousado de Belmonte, com temática e linguagem pós-modernas e a intenção de mostrar uma faceta da juventude dos anos 00. Para o diretor, o filme fala do vazio da contemporaneidade e não pretende oferecer soluções. "Não indicar caminhos, mas mostrar a ferida", este é o papel do filme na opinião de Belmonte.
Estas três produções de caráter tão diferente mostram a cara de Tiradentes e são um apanhado do Livre Pensar, tema desta 9º edição da Mostra.
Saiba mais!
Clique aqui e visite o site da 9ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que vai até o dia 28 de janeiro
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