Vitória (ES), edição de 25 de janeiro de 2006    
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O suave retorno!



Oscar Vasconcelos
Atualizado toda terça-feira, às 16 horas


Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar
(É uma Partida de Futebol - Samuel Rosa / Nando Reis)

...Tô com a geral no bolso garanti o meu lugar
vou torcer, vou xingar pro meu time ganhar...
porque eu quero ver gol eu quero ver gol
não precisa ser de placa eu quero ver gol
(Eu Quero Ver Gol - O Rappa)


No último domingo percebi a importância fundamental que o Maracanã pode ter na vida de uma pessoa - no caso, na minha vida -, estar lá é uma experiência única, sair com uma vitória do seu time de coração - a essa altura cambaleante diante de tantos quase infartos fulminantes - é algo sublime, uma sensação de vitória coletiva e força inquestionável. É como se não houvesse mais segunda-feira, contas a pagar ou aquela estória que precisa ser melhor explicada porque a primeira versão não convenceu. O mundo pode acabar, vamos sobreviver assim mesmo. Pelo infinito que abriga o anoitecer após a vitória em um clássico carioca, somos invencíveis, acima do bem e do mal. Assim que funciona.

E há música! Temos os hinos oficiais de cada clube, torcedor que se preza, no mínimo, sabe o seu de cor e, para não fazer feio, ainda decora umas partes do hino Nacional para ocasiões que exijam migalhas de formalidade. Cantos entoados de forma tribal, passados primitivamente de geração em geração de torcedores são um show à parte. Alguns são clássicos indiscutíveis, cantados por diversas torcidas e sendo adaptados de acordo com a necessidade ou a realidade de cada um, outros são próprios, o que não impede que sejam "plagiados" por um adversário menos correto politicamente. Não são gravados, não distribuem a letra na entrada e de repente estão todos cantando, em uma só voz.

De certa maneira, encontro uma boa dose de influência e inspiração no pouco falado e extremamente curioso canto folclórico chamado "Desafio", há quem atribua a origem do "Desafio" aos europeus. Não duvido que haja participação deles nisso. O fato é que esse canto/jogo trata-se de um duelo entre dois cantadores, com uma parte decorada e outra, a maior, corre na base do improviso. Podemos encontrar o "Desafio" em diversas regiões do Brasil, mas predominantemente no norte e nordeste.

E, claro, seguindo meu raciocínio, em qualquer lugar em que haja um jogo de futebol e duas torcidas apaixonadas por seus times.
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Que viagem... Ah, o jogo que inspirou tudo isso aí em cima foi o Botafogo 5x3 Vasco no último domingo (22/01).
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Trazendo um pouco de luz a rock que há nessa coluna, tenho imensa felicidade em pode dizer que haverá um show da banda Franz Ferdinand no Rio de Janeiro. E não será de "abertura" para ninguém, vai ser show mesmo, eles serão os únicos donos da festa. O local não poderia ser mais apropriado, Circo Voador, na Lapa. O provável dia da apresentação é 23 de fevereiro. Vai esquentar o povo pro carnaval.
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O Oasis segue confirmado para março (segunda semana provavelmente) - São Paulo, Rio de Janeiro e talvez ainda role Porto Alegre - e tudo indica que a banda de abertura será Stereophonics. Nada mal.

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