Observar é preciso





Caetano Roque da Silva


Já estamos no final do mês de janeiro e a maioria dos acordos coletivos já foi fechada em novembro. Este é um ano eleitoral e os trabalhadores precisam aprimorar suas observações porque o sindicato é uma boa escola para um bom político. É preciso que a categoria entenda que um bom sindicalista dificilmente não será um bom político.

Mas que a categoria sozinha não consegue elegê-lo. Para isso é preciso ter pontos de observações. Primeiro, observar como anda o sindicato econômica e organizativamente. Se o dirigente anda de carro novo todo ano, o salário anterior dele na empresa e se o carro é dele ou do sindicato. Essa observação dá ao trabalhador a condição de fiscalizar como anda sua instituição.

E aí está apurando um bom político, que provavelmente não será um dirigente só da categoria. Mas se ele não for um bom dirigente para a categoria, ele não será um bom político. Esta observação tem que ser muito bem qualificada porque, de todos os dirigentes sindicais eleitos até hoje, nenhum deles mostrou seu aprendizado no sindicato, com exceção do presidente Lula.

De agora em diante (considerando que em setembro começam as campanhas), a observação é direta no dirigente sindical. Os movimentos têm que ser bem apreciados pelo trabalhador para que ele não vire massa de manobra de candidatos-dirigentes incompetentes, que ocuparam seus cargos, fazendo brigas pessoais, ou ficam no anonimato, ninguém sabendo se ele existe como político.

Uma vez eleitos, os dirigentes sindicais têm um know-how sobre assuntos ligados à qualidade de vida, como meio ambiente, saúde, educação, transporte e outros seguimentos, que convivem no diálogo com as empresas. Cabe ao político-sindicalista ampliar seu leque de atuação, tomando como base esses conhecimentos, ajudando assim a sociedade como todo.

O momento é de alerta geral. Aos trabalhadores, para que possam ampliar sua representação; aos dirigentes, para que possam expandir suas áreas de atuação; e aos políticos experientes, para que atentem para as necessidades da sociedade e para não perderem espaço para os novos discursos.

É pra frente que se anda!