Quando a equipe de esportes de uma rádio qualquer - minto, não é qualquer rádio que tem uma equipe de esportes - começa a se preparar para a transmissão de mais um jogo, a movimentação desta equipe, suas decisões e sua rotina mostra claramente que ali está uma outra emissora, embora menor, mas com cuidados redobrados.
Vejam bem. Tem uma equipe própria, que geralmente só faz esporte e dificilmente algum de seus membros faz outros serviços na rádio. Tem um equipamento próprio, que é igual rede de pescador, isto é, toda vez que acaba uma pescaria tem de ser remendada. E os equipamentos têm de ser vistoriados, limpos e guardados. Seus patrocinadores são especialmente para o esporte, não tendo nada com o restante da programação da emissora. Tem condução própria e a Cia telefônica do lugar só trabalha para ela (equipe de esportes).
Vamos a mais. O horário ocupado pela equipe de esportes, geralmente, é o maior em disponibilidade dentro da rádio. Gera mais custos de energia e mão de obra internos com as longas transmissões de fins de semana, ou mesmo durante a semana, à noite. São de três a quatro horas seguidas de "pau", com prejuízo para o custo rádio - os espaços cronometrados destinados ao comercial normal - que deixa de ir ao ar.
Com tudo isto, ou melhor, com apenas isso, é de se esperar que uma espetacular audiência seja conseguida nesta emissora, não? Errado. Não acresce em nada uma audiência em parâmetros totais da emissora. Mas mesmo assim, uma rádio só é completa se tiver uma equipe de esportes. Ano de Copa, como este agora, quem vai sair a dona da bola será ela (equipe de esportes).
Voltamos a enfatizar que nascemos vendo uma equipe de esportes show, a da Rádio Cachoeiro; a Sentinela Espírito-santense dos Esportes, comando de Helio Carlos Manhães, e fazendo parte, Jose Américo, Sabra Abdala, Oswaldo Amorim, Solimar Cagnin, Ito Coelho, Luis Carlos Santana e outros. Depois, vindo para Vitória, vimos de perto o trabalho de uma outra grande equipe, O Escrete de Ouro, comandado por Oswaldo Amorim, tendo elementos como Henrique Neto, João Peçanha, Ordize Aguiar, Fraga Filho, Jose Luzardo, Manoel Bidú, João Carlos. Mais tarde, tivemos um lampejo de boa equipe na Rádio ES, com Boquinha, Buery, Caulit, Horácio Carlos e outros.
Pois bem. Dizem que agora é difícil manter uma equipe de esportes. Pudera! O futebol praticado e a economia dos dirigentes não ajudam. Mas há quem fale: "Olha a da Rádio Globo". Sim, a da Globo esta aí às custas de 50 anos transmitindo futebol ininterruptamente, e não 50 dias e depois pára, como acontece por aqui. Uma pena, mas é a realidade.
PARABÓLICAS
Quem largou a Secretaria de Comunicação da prefeitura de Cachoeiro foi César Herkenhoff. Foi lá para ajudar eleger Valadão e ficou. Mas deve volta para Vitória.
Leitor nos lembrando que quando era bandeira Transamérica a Rede Vitória contestava veementemente o Ibope. Agora que virou Jovem Pan, está elogiando. Assim fica difícil!
Estivemos visitando o estúdio digital Memory, de Keko Sinclair, nosso antigo companheiro de Gazeta. Keko está indo de vento em popa, trabalhando com a mesma seriedade de sempre. Disse que trabalhar na política, nunca mais!
Quem apareceu para um ligeiro bate papo foi Gláucio Rodrigues, que breve deverá estar numa rádio AM, mostrando seus talentos de cachoeirense.
Outro que entrou em contato foi Saul Josias, da FM Universitária. Saul esta às voltas com estagiários, que no caso de rádio, resolvem grandes problemas.
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MENSAGEM FINAL
Sempre leio primeiro a página de esportes, que registra os triunfos das pessoas. A primeira página não me diz nada além dos fracassos do homem. Earl Warren
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