Esporte por Esporte - Cerapió




Renato Paoliello


Foto: Arquivo Pessoal
Festa capixaba no sertão nordestino. O piloto de Guarapari Sandro Hoffmann conquistou o inédito pentacampeonato no Cerapió, vencendo na categoria Máster, a mais emocionante da edição 2006. Na primeira etapa, Hoffmann teve problemas no motor de sua Honda e chegou a cogitar a saída da prova. Mas sacudiu a poeira, deu a volta por cima e trouxe o troféu para o Espírito Santo.

O exaustivo Cerapió percorreu 1.650 km nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí. Cinco participações consecutivas, cinco títulos e a glória de superar as adversidades da prova com talento. Hoffmann já entrou para a história do evento. Nenhum outro competidor obteve um pentacampeonato. Aos 35 anos, ele vive e respira off-road 24 horas.

Sandro Hoffmann é um dos pilotos mais expressivos no atual cenário nacional do enduro de regularidade. Até aí não haveria nada de excepcional se não fosse o fato de ter conseguido suas conquistas montado sobre uma nacional Honda Tornado. Sua carreira decolou quando sagrou-se campeão brasileiro da categoria usando o modelo, enquanto todos os seus adversários diretos utilizavam motos específicas para a prática de off-road.

Suas conquistas despertaram a atenção do pessoal da área de competição da Honda e recebeu convite para ser patrocinado pela fábrica, com o salário e moto, fato raro dentro do esporte no país, ainda mais dentro do enduro.

Sandro Hoffmann conserva os traços de sua origem rural no interior do Espírito Santo, onde trabalhava na roça cuidando de gado. Mas não vá pensando encontrar um matuto quando encontrá-lo em uma prova. Os gestos comedidos escondem a performance demonstrada dentro das trilhas, revelando a simplicidade digna de um vencedor

Foto: Imagem Folha
Raça

O zagueiro Diego Lugano, que foi operado para corrigir uma fratura no nariz sofrida na partida contra o Guarani, vai ficar três semanas na enfermaria. O uruguaio recebeu uma cotovelada do atacante Fabiano, apesar das fortes dores, continuou no campo até o final da partida, que terminou em 3 a 3. Lugano também pode jogar com uma proteção no nariz. A prática é muito utilizada entre os jogadores da NBA, liga norte-americana profissional de basquete

Cicinho

Finalmente Cicinho marcou o seu primeiro gol no Real Madrid em uma difícil vitória sobre o Celta. Na verdade o gol teve a participação de outros pés brasileiros: Julio Baptista e Robinho.

Foi um jogão de bola. O placar foi injusto com o Celta que pressionou o tempo todo e teve um gol garfado.

Foto: Arquivo Pessoal
Quarentão

O mais velho artilheiro de um campeonato brasileiro, o baixinho mais esperto do Rio de Janeiro, soprou velinhas e entra na idade do lobo. Aos 40 anos, Romário (foto) treina se quiser e tem tratamento vip no Vasco. Protegido pelo senhor Eurico Miranda, o craque agora treina para ser deputado federal. Em busca da marca do gol mil, o quarentão promete jogar todas, inclusive as peladas de bairro, para fazer 50 gols este ano, mesmo freqüentando as boites e varando as madrugadas nas pistas de dança.

Cavalo do Paraguai

O Botafogo continua fazendo o mais difícil, ganha do Vascão e perde para o Volta Redonda. Aliás, é o mesmo filme do ano passado.

É o típico cavalo paraguaio, sai na frente e chega no pelotão de trás.

Federer

Em excelente forma, o suíço Roger Federer, 24, conquistou seu sétimo título de Grand Slam ao derrotar na final do Aberto da Austrália o cipriota Marcos Baghdatis, 20, por 3 sets a 1. Federer, atual tricampeão de Wimbledon e bicampeão do Aberto dos EUA, ganha, assim, o terceiro título consecutivo na série de torneios mais importantes do tênis.

Só para lembrar, que com a conquista, Federer chega à 11ª posição entre os maiores vencedores de Grand Slam da história - tem exatamente a metade dos títulos do americano Pete Sampras, dono de 14 taças e já supera tenistas de renome como o alemão Boris Becker e o sueco Stefan Edberg, vencedores de seis Grand Slams. Em sete finais de torneios da série, o suíço jamais foi derrotado.

Corrupção

A Caixa Econômica Federal, sem fazer licenciamento, abriu uma linha de financiamento de R$ 189 milhões para a empreiteira Agenco construir a Vila dos Jogos Pan-Americanos do Rio, marcados para 2007. A operação contrariou a opinião de técnicos da própria Caixa e tornou-se objeto de investigação da Diretoria de Fiscalização do Banco Central e da Polícia Federal.

O empréstimo foi oficializado no final de 2004, depois de meses de conversas entre os técnicos do governo, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, o ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, e o dono da Agenco, Sérgio Goldberg, amigo do banqueiro Daniel Dantas, controlador do Grupo Opportunity.

Os jogos no Brasil já começaram mal.

Fairplya

Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência. (Henry Ford)


Trocatroca com a coluna: rmpaoliello@uol.com.br