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Foto: Sara Krulwich
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| Lillian Ross , a criadora do jornalismo literário
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O compromisso da Festa Literária Internacional de Parati em apresentar o melhor da literatura não se restringe ao melhor da ficção. Para enfatizar a importância da escrita factual, a FLIP 2006 terá uma programação especial para celebrar a arte da reportagem com cunho literário.
A fusão de reportagem investigativa e procedimentos literários remonta a Balzac. Mas foram escritores como Truman Capote, Tom Wolfe e Lillian Ross que nos anos 1950 elevaram o jornalismo ao patamar da literatura de ficção, no que se convencionou chamar new journalism. Consagrado por revistas como The New Yorker, o novo estilo ancora-se na experiência pessoal e na subjetividade do autor, combinando a qualidade da escrita com a precisão da reportagem, numa fórmula que permanece como referência para os que se aventuram no gênero.
Em parceria com a revista Piauí, a FLIP convidou três dos maiores nomes do jornalismo narrativo para conversar com o público durante a programação que acontece na Tenda dos Autores.
O principal nome é o da escritora norte-americana Lillian Ross, que ganhou fama quando, aos 25 anos, escreveu uma série de reportagens romanceadas para a revista New Yorker, que depois deu origem ao livro "Filme" (Companhia das Letras, R$ 47, 312 págs). Publicada em 1952, a obra acompanha a realização do filme A glória de um covarde, de John Huston. Contratada em 1949, a jornalista ainda trabalha na New Yorker, colaborando com a seção "The Talk of the Town". Aos 79 anos, está escrevendo um livro sobre atores,
Nesta terça-feira (4), a Festa Literária Internacional de Parati abre as inscrições para a oficina que irá debater o jornalismo literário. Acesse o site do evento para saber mais informações sobre o regulamento e sobre as inscrições. A FLIP acontece entre os dias 9 e 13 de agosto.
:::Com informações da Assessoria de Imprensa da FLIP:::
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