Não há mais obstáculos para o começo da campanha eleitoral no Espírito Santo. O Brasil saiu da Copa, o governador Paulo Hartung é candidato à reeleição e a oposição tem também o seu candidato. Se fossemos voltar o relógio do tempo, no que tange a eleição no Estado, vamos encontrar o governador cozinhando todo mundo em banho Maria. Especialmente a mídia. Para no final ocorrer o que estava desde o início programado: sua candidatura à reeleição.
Para o grau de sabedoria política dele, todo mundo sabe, ou sabia, desde quando ele ganhou o governo, que não só era candidato à reeleição, como também é desde agora candidato ao Senado para 2010. O seu projeto político é para dominar o Estado nos próximos 20 anos. Não há um hartunguete sequer que não conheça esse segredo de polichinelo. Aliás, nessa direção, ele acaba de andar meio caminho com o governo na direção do controle político do Estado.
Não só passou, com absoluto talento, o discurso da necessidade do Estado em tê-lo como o seu dirigente político máximo, como também removeu a maior parte dos obstáculos. Sobrou até talento para obscurecer potenciais políticos que encontraria na frente.
O único obstáculo, que ele ainda não removeu, são os Mauro - Max pai e Max filho. Mas está tentando. Neste momento, por exemplo, anda perto de tirar Luiz Paulo da sua candidatura ao Senado, para aumentar as possibilidades de voto do candidato da Frente de Esquerda, Renato Casagrande, para concorrer com o ex-governador Max Mauro.
Até o candidato de oposição, o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal, calhou com esse projeto de longevidade política do governador. O temperamento conciliador de Vidigal, a coragem, que até outro dia muitos duvidaram que ele tinha, em enfrentar um candidato que ronda a casa do imbatível, vai lhe compensar com a liderança oposcionista. Mas nos moldes do projeto PH - 20 anos, a não ser que ocorra aqui uma catástrofe idêntica a que acabou de ocorrer com a selação brasileira na Copa do Mundo.
Fragmentos
1 - Está próximo do governador Paulo Hartung conseguir colocar o PMDB na coligação do PSDB, com o PFL e o PTB para deputado federal. Caso isso venha realmente a ocorrer, essa coligação vai para a disputa com a possibilidade em ficar com quatro das 10 cadeiras do Espírito Santo na Câmara dos Deputados. Mas esse desfecho depende da renúncia da candidatura ao Senado do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas. Mas a oferta para o PSDB, de Luiz Paulo, é tentadora: entrega a vice da chapa ao tucano Ricardo Ferraço.
2 - PP e PPS estão muito próximos de fechar uma aliança com a candidatura da oposição ao governo e, conseqüentemente, participar da coligação para deputado federal com o PDT, do Sérgio Vidigal. Uma legenda formada pelo PDT, PP e PPS é vista com capacidade de fazer três deputados federais, podendo crescer mais, no caso do ex-governador Max Mauro trocar a disputa para o Senado para deputado federal.
3 - Feitas as contas, só vão sobrar duas vagas de deputado federal para a coligação do PT, PSB, PC do B, PL, PMN, PSC. Mas, em matéria de deputado federal, ainda há alguma água para passar por debaixo da ponte.
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