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Foto: Carlito Medeiros
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| Milson Henriques
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Parece difícil qualificar Milson Henriques: poeta, escritor, teatrólogo, desenhista e um punhado de outras atribuições. Preste a comemorar um ano do programa de rádio que apresenta na Rádio Espírito Santo AM, o cartunista lança um livro e uma revista em quadrinhos nesta quarta-feira (12), às 20 horas na Livraria Nobel, Praia de Camburi, Vitória.
A revista "Marly Mostra Quase Tudo", vem recheada com um dos ícones da carreira de Milson, a personagem Marly, apresentada ao povo capixaba em 1973. O livro "Amor, Melancolia, Ternura e Baixaria" trata de poemas na mais pura liberdade para dizer.
Hello!
Em "Marly Mostra Quase Tudo", o autor presenteia o público com um almanaque que conta a história da personagem que popularizou a carreira de Milson. Na obra, as primeiras tiras e emoções da solteirona que quer encontrar um grande amor e, mesmo encontrando dificuldades, não desiste nunca.
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Foto: Divulgação
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"Fazer Marly, a princípio, foi um desafio. Um desafio bom. No começo, ela era meio oportunista. Depois, começou a mostrar sua carência afetiva, um problema de todo ser humano. Daí, talvez, a identificação com o leitor", explicou o autor.
Entre uma seção de tira e outra, Milson explica em que contexto sócio-político estava Marly. Personagens também foram criados para dialogar com ela. Um simples poço dos desejos faz a diferença e vira comicidade. Diz o poço: "Pô, pela milésima centésima nonagésima oitava vez, lá vem ela com o mesmo pedido!!!"
No almanaque, há, ainda, exemplos da Marly integrada à sociedade. No teatro, em cartazes, fotos e páginas de jornais com ela em suas diversas ramificações do humor, inclusive no teatro infantil, em "A Perereca da Marly", que estreou em 1998. Mas o infantil veio depois do sucesso da solteirona no jornal e no teatro para "adultos".
Poesia torta
O livro de poemas "Amor, Melancolia, Ternura e Baixaria" se sente à vontade para falar de um saci que se apaixona por outro saci. Também há um esclarecimento para estrangeiros, num divertido mini-dicionário que explica o que é "papai e mamãe", o que significa "a pessoa com azar", além de explicar ironicamente que a carta é uma "antiga forma de comunicação entre os homens, que durou até o século vinte".
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Foto: Divulgação
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Na obra, o poeta Milson Henriques lança seus "poeumas", os que falam de si mesmo e as "poedotas", mistura de poesia com anedota ou anedota contada sob versos. O décimo terceiro livro na carreira de Milson também deixa claro no que o autor chama de "Papo Inicial": "Para críticos profissionais que exigem técnica, estilo e etecéteras, aviso que não tenho".
Milson também deixa claro o seu ateísmo, sempre de forma cômica ou irônica, como na inserção do personagem Papatudo, que foi desenvolvido nos anos de 1990 na revista Você, na Ufes. O papa aparece sob forma de quadrinhos. Um deles traz à tona a polêmica levantada pela Igreja Católica. "Todos que fornicarem usando a imoralidade chamada 'camisinha' estarão condenados ao fogo do inferno!!", berra Papatudo.
Teatro
Nesta sexta-feira (14), estréia "Hello, Creuzodete! IV - Finalmente alguém comeu", baseada nas tiras da personagem Marly, no Teatro Galpão, em Vitória. Milson avisa: "É um momento para o público saber quem é Creuzodete e qual a possibilidade de Marly se tornar uma vampira, após receber a visita de um dos representantes da categoria, direto da Transilvânia".
Serviço
Lançamento de "Amor, Melancolia, Ternura e Baixaria" (poemas) e "Marly Mostra Quase Tudo" (almanaque), na Livraria Nobel, Avenida Dante Michelini, 301, Praia de Camburi, Vitória. Show com Mara Velozo e leitura de poemas. Preço das obras: R$ 10 e R$ 5, respectivamente. Telefone: 3227-3250.
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