Vitória (ES), edição de 17 de julho de 2006    
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As peripécias da informação visual



Cristina Moura


  
Foto: Divulgação
  

O Jornalismo absorve os interesses de uma informação, ou de um conjunto de informações, mas procura se debruçar somente no calor da novidade. O jornalista, crítico de cinema e professor João Barreto ensaia sobre o assunto, acreditando que essa informação pode ser entendida sob o olhar da perenidade.

O ponto de vista de uma época, quando a informação for tratada com um olhar histórico, é uma das características da perenidade. Sobre essa construção, que analisa, em diversos pontos, o efeito de informar, além de outras questões, trata o livro "Ver e Contar: Cinema, Literatura e Jornalismo", de Barreto.

A obra será lançada nesta segunda-feira (17), às 18h30, na Fafi, Centro de Vitória. O lançamento será acompanhado da estréia do vídeo "Short Beckett", teleteatro de Anderson Café, e da reapresentação de "Divergências", animação experimental de Ricardo Cançado, sobre a coexistência de religiões e épocas diferentes e do teledrama "Marimangue", escrita por Lorenzzo de Angelli e dirigida por Milena Ribeiro, com inspiração em novelas mexicanas.

ES: crescimento na produção audiovisual

O resultado do livro de João Barreto não deixa de estar ligado às pesquisas e produções em Comunicação, sobretudo nas que se referem ao universo audiovisual. Essa captação da idéias e informações tem crescido no Estado, segundo João, que também é professor da Faesa, em áreas que abordam o audiovisual, além de redação jornalística.

"O crescimento das faculdades de Comunicação pode nos mostrar o aumento desse interesse pelo audiovisual. A produção no Estado expõe situações bem cômicas, mas trabalha desde o drama até as coisas sérias de forma bem humorada", avaliou o professor, mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo e, atualmente, cursando o Doutorado em Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O vídeo é um instrumento de Comunicação Social, segundo Barreto, mas revela outra questão. "É uma forma também de trabalhar a identidade do autor, de uma determinada época, num determinado contexto", observou.

  
Foto: Divulgação
  
As discussões abordadas em "Ver e Contar: Cinema, Literatura e Jornalismo" são divididas em duas partes, basicamente ensaios com teor acadêmico e críticas durante a participação de Barreto na Gazeta Mercantil (sucursal/ES), de 1999 a 2002, buscando nos filmes velhos temas desenvolvidos em críticas de cinema publicadas no Caderno Dois, de A Gazeta, e no AT2, em A Tribuna.

Também são retratados na obra de Barreto alguns olhares sobre dois livros escritos por cineastas: o romance "Fogo nas Entranhas" (1981), de Pedro Almodóvar, e "Teorema" (1968), romance-roteiro de Pier Paolo Pasolini.

Serviço

Lançamento do livro "Ver e Contar: Cinema, Literatura e Jornalismo" (Flor&Cultura, Lei Rubem Braga, R$ 25), de João Barreto. Nesta segunda-feira (17), às 18h30, na Fafi, Av Jerônimo Monteiro, Cetro de Vitória.


 

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