Até que agora acertaram a mão propondo a unificação dos sindicatos rodoviários no Estado. Proposta que partiu da CNTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes). É uma maneira de acabar com o tal fogo amigo entre os sindicatos da área.
Uma unificação que precisa ser bem construída, senão acaba trazendo para dentro do novo sindicato as atuais desavenças. É preciso um processo de preparação para que a fusão não perca o seu sentido. Diante do desgaste que os atuais sindicatos sofrem junto à população e até mesmo com a prõpria categoria, torna-se necessária essa preparação.
De qualquer maneira vai ser um bom passo a integração, mas será melhor ainda se vierem todos com proposta de unidade. Aí vai caber à CUT trabalhar essa preparação, fazer a parte dela, como está fazendo a CNTT.
Sei de antemão que a missão não é fácil, pois ainda estão bem situados nos sindicatos seguidores do mau dirigente sindical, o Alemão (Francisco Forreck). Daí estar a propor a CUT condizir o processo de unidicação. Entre eles mesmos será humanamente impossível. Certamente. Até porque há interesses escusos. Propinas para dirigentes e assessores. Assumir a dívida do INSS.
Pois o êxito para o rodoviário vai estar mesmo na qualidade dos dirigentes. Mas claro que começa melhor com a unificação. Mas a unidade terá os seus adversários, principalmente junto aos dirigentes pelegos que dividiram o sindicato em vários outros sindicatos. A partir, inclusive, de uma jogada inconseqüente do Alemão, que há pouco foi até expulso do sindicato que criou em Vila Velha.
O que eu quero dizer mesmo é que a unidicação é bem-vinda, mas ela exige cautela e bom encaminhamento para que possa cair em mãos de bons dirigentes. É tudo o que precisa acontecer. Também o bom-senso tem que alcançar dirigentes como o Mazzoni (Carlos Antônio Mazzoni), que hoje dispões de boa liderança na categotria.
É uma questão de transigências necessárias ao aprimoramento das disputas eleitorais dentro dos rodoviários. O que não pode mais é continuar esse clima de conflitos entre dirigentes, propostas diferenciadas, greves precipatadas, com a população contra a categoria. Enfim, tudo mal na categoria. Este é o momento de reabilitação dos rodoviários.
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