Enquanto a Grande Vitória vive um período de calmaria eleitoral, no interior a disputa pelo governo do Estado entre Paulo Hartung e Sérgio Vidigal começa a esquentar. Os dois aproveitaram o fim de semana para ir à caça das lideranças locais da situação e da oposição nos municípios, para garantir o voto interiorano antes de trazer a disputa para a Capital.
A explicação é simples. Os candidatos estão disputando primeiro o voto no interior porque a votação nessas localidades é, em sua maioria, orientada, dirigida pelas lideranças locais, e dificilmente muda com o decorrer da campanha.
Esse movimento explica tantas reuniões com prefeitos e vereadores, por parte de Hartung, e com ex-prefeitos e vereadores de oposição, pelo lado de Vidgial, ocorridas neste primeiro mês de campanha. Esses agentes eleitorais são fundamentais para conquistar os votos dos eleitores das cidades do interior do Estado.
O pontapé para essa disputa estratégica foi dado pelo governador, que reuniu 73 prefeitos do Estado para pedir apoio à sua campanha à reeleição e para a eleição do candidato ao Senado do partido, Renato Casagrande. Imediatamente, Vidigal seguiu para o norte, em busca de lideranças oposicionistas para garantir o equilíbrio da disputa.
O início da disputa na Grande Vitória deve esquentar mesmo na segunda quinzena de agosto, quando for ao ar a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O comportamento do eleitorado da Capital é diferente. Apresenta uma escolha mais livre. Baseia essa escolha no desempenho de cada candidato no decorrer da campanha. É um eleitorado mais volúvel e por isso será abordado na reta de chegada da eleição.
Vale destacar que em muitas localidades do interior os moradores usam antenas parabólicas e não acompanham o horário eleitoral. E mesmo os que conseguem receber o sinal local não têm cultura de acompanhar os programas. No interior, a campanha se baseia em comícios e corpo-a-corpo.
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