Para a advogada e candidata a deputada estadual Aparecida Denadai (PDT), a falta de confiança na classe política como um todo torna imprevisível o quadro no Espírito Santo para a eleição deste ano. Para Aparecida, o favoritismo do governador ocorre apenas nos meios políticos e não se reflete na opinião da população. Acredita que até outubro seu partido poderá virar o jogo.
Acredita ainda que a exposição que o governador tem na mídia, e o fato de ter a máquina administrativa em suas mãos, facilitam seu projeto de reeleição, mas não será suficiente para fazer com que a população desvie o olhar das carências do governo. A advogada vê os resultados das primeiras pesquisas, favoráveis ao governador Paulo Hartung, como mutáveis.
"É natural que as pessoas lembrem mais do governador Paulo Hartung porque ele está no poder. Ele tem uma mídia todo dia, fala-se nele todos os dias. Mas a população agora tem a oportunidade de ouvir as propostas de Sérgio (Vidigal), que o programa de Sérgio é melhor, com certeza ele vira o jogo e ganha as eleições", argumentou.
Na Assembléia, ela pretende expandir sua atuação. Mas admite que tem um carinho especial por Cariacica, município onde autua como procuradora municipal e pelo qual concorreu em 2004 à prefeitura. "Hoje posso fazer esse trabalho numa visão mais abrangente. Ir para a Assembléia Legislativa significa o seguinte: ajudar o município de Cariacica também, como ajudar outros municípios que precisam. Quero ir para a Assembléia com um sentimento que há em mim: precisamos de uma tribuna que leve esse pedido de socorro do povo capixaba. As pessoas estão pedindo socorro, enquanto a gente vê um monte de deputados calados, omissos, achando que o problema não é deles", disse.
Aparecida considerou lamentável atuação dos parlamentares da atual legislatura. Lembrou que hoje há uma minoria de oposição, mas que a grande maioria se tornou subserviente ao governo. "Se temos uma maioria subserviente ao governador, não significa dizer que o governador não esteja sendo fiscalizado. O governador não está prestando contas porque ninguém está cobrando isso dele. Os deputados estão mais interessados nos benefícios do governo, nos cargos que eles têm no governo do Estado, com as benesses de estar ao lado do governador", disparou.
A candidata não poupou criticas ao Judiciário. Ela destacou que a lentidão de alguns processos favorece o sentimento de impunidade no meio da população. "Vemos pessoas, assassinos, réus confessos... O mandante, no caso do crime do meu irmão, tratado pelo poder público como se fosse um homem de bem. É um assassino, é um bandido, é um homem que roubou o dinheiro público. Tem que ser tratado como bandido. Não pode um governo sério, um governo comprometido com a ética e com a decência, contratar um cidadão desses para trabalhar no seu governo", desabafou.
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