Se o candidato do PDT ao governo, o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal, não tirar o burrinho da chuva, vai se afogar muito antes do previsível. Ele fica tentando inutilmente o bloco da esquerda liderado pelo deputado e pré-candidato ao Senado do PSB, Renato Casagrande, quando deveria estar amarrando uma coligação com o PP, do deputado Nilton Baiano, e resolvendo internamente o candidato ao Senado.
Essa conversa com Casagrande, além de ser perda de tempo, só desgasta. Casagrande já está amarrado com o governador Paulo Hartung e vai a Vidigal para pressionar o governador Paulo Hartung e obter a promessa de que a máquina do governo não funcionará em favor do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas na disputa para o Senado. Vidigal, portanto, entra nesse caso feito a moça dentuça e magricela usada para fazer ciúmes numa portadora de dotes físicos estonteantes e rica.
Quando as suas condições de competição estarão mesmo em contar com o tempo de TV do PP e uma boa companhia para o Senado. Ou ele tem exata noção das suas limitações e se porta como o náufrago que pode salvar-se com uma boa bóia ou morre nos primeiros metros na direção da praia. Pega o ex-governador Max Mauro para o Senado e faz dele seu companheiro de chapa. No caso de uma recusa do Max, lança mão de uma novidade feito a advogada Aparecida Denadai, que já mostrou, no pleito de prefeito de Cariacica, que é atrativo eleitoral da melhor qualidade. E joga firme com ela para dentro da Grande Vitória, unindo dois grandes eleitorados: Serra e Cariacica.
Os recursos que possam fazer dele um bom competidor estão dentro desses limites. Enquanto ele fica de bobeira, o governador Paulo Hartung já chamou o deputado e presidente do PP, Nilton Baiano, para acomodá-lo na sua candidatura. E olha que resolver com o PP é fácil para Vidigal. É só abrir o espaço na Serra para o deputado federal João Miguel Feu Rosa, pois, quanto ao Nilton, com sua ligação com Max Mauro, ela já se definiu praticamente pelo Vidigal. Só Vidigal ainda não enxergou para chamá-lo a sentar-se à mesa de negociação.
Ele não pode querer ser candidato a governador sem negociar. E eleição de governador não é eleição na Serra, onde ele acostumou-se a defini-la. É diferente, aliás bem diferente, só tem fera no pedaço e é um candidato do outro lado que joga de olhos fechados.
Acorda, Vidigal!
Fragmentos
1 - O deputado Neto Barros (PDT) continua azucrinando a vida do governador Paulo Hartung. Parece que ele coloca em prática as lições que vem das bandas de Vila Velha. Mas o governo está de olho nele e não está deixando sem respostas os ataques.
2 - Neto quer se firmar na Grande Vitória e em cima do eleitorado mais jovem, habitualmente identificado com a oposição. No recinto do seu partido, ele leva preocupações para o seu candidato ao governo, Sérgio Vidigal. Pois não só ele não faz o estilo do candidato, como também Vidigal não tem controle sobre ele.
3 - Neto sabe que sua eleição para a Assembléia Legislativa passa pela exposição que podem lhe dar os ataques ao governo. Não só por lhe imprimir uma imagem de corajoso oposicionista, ocupando um espaço que muitos gostariam de ocupar e não ocupam por receio de levar chumbo do governador. Está com o campo todo livre. Agora, se vai firmar-se é outra coisa. O alvo escolhido possui alto poder de fogo.
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