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Jairo Araújo Régis (+1931 *2006)
74 anos, jornalista, faleceu nesta sexta-feira (2), no Vitória Apart Hospital, Carapina, Serra. Causa morte: problemas respiratórios, enfarte. O sepultamento foi no Cemitério Jardim da Paz, às 16h desta sexta-feira (2).
Jairo Régis, militante e jornalista
O jornalista e advogado Jairo Araújo Régis nasceu em 27 de setembro de 1931 em Palmas, interior do Paraná. Viveu em várias cidades como São Paulo, Capital, mas há 26 anos, desde o início de 1980, havia se transferido para Vitória com a mulher e os quatro filhos desta. Não sairia mais daqui.
Jairo se mudou para o Espírito Santo porque sua mulher, Dionary Sarmento Régis, não estava se dando bem com o clima paulista. E também porque queria deixar o cargo de diretor de Redação da revista Placar, na Editora Abril, mas, ao mesmo tempo, não se desligar dela. Então, veio ser representante e seu distribuidor no Estado. "Deixei de ser jornalista para ser jornaleiro", dizia ele, que havia conhecido Vitória em um passeio com a família, um ano antes de se mudar, em 1979. Apaixonou-se pela cidade que elegeu como sua.
Múltiplos cargos
O militante comunista - optou politicamente na juventude - Jairo Régis exerceu múltiplos cargos jornalísticos ao longo da vida. Além de ter sido diretor de Redação de Placar - dirigia a revista semanal quando do título de tricampeão mundial ganho pelo Brasil em 1970, no México -, trabalhou também no Jornal do Brasil, em O Globo, na Empresa Brasileira de Notícias (EBN), no Departamento de Marketing do Banestes e no jornal A Gazeta. Nesta última atividade, era redator quando precisou parar por problemas de saúde.
Mas não parou de todo. Mesmo limitado fisicamente, durante a última administração do prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas, escreveu crônicas de amor a Vitória no site da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), às vezes sendo levado de carro a diversos locais da cidade, para ver e se inspirar. Fez isso a convite do secretário de Comunicação Luiz Carlos Azedo, até que este deixou o cargo e se transferiu para Brasília.
Advogado, trabalhou no Paraná e era aposentado como Procurador do Estado. Durante o governo João Goulart, aceitou um convite do então Ministro do Trabalho, Amaury Silva, seu amigo particular, tendo atuado como assessor deste. Por isso, em 1964, quando se deu a deposição de Goulart, seu nome estava na lista dos primeiros cassados pelo regime militar.
Quando chegou ao Espírito Santo, há 26 anos, já após o movimento pela anistia dos presos e cassados políticos, ajudou a militância local no trabalho de legalização do Partido Comunista Brasileiro, o Partidão, ao qual pertenceu a vida toda. Dois anos após ter chegado ao Estado, foi candidato a prefeito de Vitória pela legenda do PCB. Foi a única vez em que um comunista disputou a prefeitura da Capital capixaba por uma legenda comunista legalizada.
Sua constante atividade política e as amizades que angariou no Espírito Santo fizeram dele secretário de Comunicação Social do governador Max Mauro, para quem havia trabalhado atuantemente durante a campanha que levaria aquele político ao Palácio Anchieta pela legenda do PMDB.
Tabagista, Jairo começou a ser problemas de saúde já há alguns anos. Depois de sofrer enfarte e acidente vascular cerebral, decidiu parar de fumar. Mas já era tarde. Este ano foi internado no Vitória Apart Hospital, na Serra, no dia 2 de fevereiro. Alternou bons com maus momentos, bem como dias passados no Centro de Paciente Crítico (CPC ou UTI) e em quartos comuns.
Mas nos últimos dias seu estado de saúde se deteriorou muito em conseqüência de problemas respiratórios. Nessa quinta-feira (1) ele sofreu duas paradas cardíacas durante a noite, quando seu organismo praticamente cessou de reagir. Por volta das 2h30 desta sexta-feira (2) deu-se o óbito. Jairo tinha três filhos do primeiro casamento, Raquel, Maricy e Régis (Jairo Jr.). Casado com Dionary, ajudou a criar os quatro filhos desta, Dionary, Vera, Louviral e Martha.
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