Em sua convenção partidária, realizada nesse sábado (10), o PT conseguiu encontrar uma alternativa para apoiar, informalmente, o governador Paulo Hartung. Autorizou o Diretório Estadual a formular alianças num leque específico de partidos, formado por PSB, PCdoB, PL, PMN e PRB, abrindo mão da candidatura do deputado estadual Cláudio Vereza (foto) ao governo do Estado.
Em princípio pode parecer estranho o PT não ter incluído no leque o PMDB, mas a intenção era fazer uma concessão às bases, que não admitiam uma aliança com o governador Paulo Hartung. Mas o esquema não altera as articulações feitas até o momento. A diferença é que em vez de assumir uma coligação com o governador terá que jogá-la para a informalidade.
Outra resolução, que também representa adesão informal a Hartung, é o apoio incondicional à candidatura do deputado Renato Casagrande ao Senado. Como Casagrande está no grupo de Hartung, a maioria dos convencionais do PT saiu da convenção acreditando no apoio ao governador.
A atitude do PT de não assumir a coligação com o PMDB também tem a ver com a sobrevivência da cadeira petista na Câmara dos Deputados. O PMDB tem uma chapa muito forte para a proporcional, sobretudo se a ex-secretária de Transportes do Estado, Rita Camata, desistir da candidatura ao Senado para reforçar a chapa da proporcional.
Sendo assim, uma coligação com o PMDB inviabilizaria a eleição dos candidatos do PT a deputado federal, sobretudo a busca da reeleição pela deputada Iriny Lopes.
Outras convenções
Nas outras convenções não houve surpresas. O PCdoB e o PSB referendaram seu apoio ao governador Paulo Hartung. Assim como PSDB, PTB e PFL, que realizaram convenção conjunta.
O PCdoB vai apostar na chapa para a Câmara dos Deputados. Vai lançar 10 candidatos para deputado federal e um para a Assembléia Legislativa. A coligação PSDB-PTB-PFL vai lançar 61 candidatos à Assembléia Legislativa, sendo 22 do PSDB, 24 do PTB e 15 do PFL. O bloco também vai lançar 17 candidatos a deputado federal.
|