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No novo Eos, muitas emoções
e cabelos ao vento, ou não





Foto: Divulgação

Um subsegmento de automóveis está cada vez mais forte no mercado da Europa e conquistando clientes especiais, de luxo. Trata-se dos cupê-conversíveis, que podem ultrapassar a marca de 170.000 por ano já em 2007. Uma das principais caracteristicas destes modelos é o teto retrátil de aço no lugar da tradicional capota de lona. E para saber sobre o que mais necessita um destes modelos é só dar uma olhada no que a VW preparou para o novo Eos.

A marca alemã produziu mais de um milhão de conversíveis desde o advento do Fusca, incluindo Karmann-Ghia, Golf e New Beetle. Sucessor do Golf Cabriolet, o Eos, apresentado no Salão de Frankfurt do ano passado, é fabricado em Setúbal, Portugal. O nome se refere à deusa do alvorecer, na mitologia grega. Diz a lenda que Eos, irmã de Hélios, deus do sol, todas as manhãs emergia das profundezas do oceano com sua carruagem para trazer a luz do dia à humanidade. O Eos será comercializado, no Brasil, a partir do início de 2007, mas exibido antes no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.

Este VW traz detalhes típicos da marca. A frente, semelhante à do Jetta, apresenta novo conjunto ótico e o capô forma delicadas sobrancelhas sobre os faróis. Já o teto tem o design em arco adotado atualmente. Suas proporções de 4,41 m de comprimento, 1,79 m de largura e 1,44 m de altura adotam o mesmo entreeixos do Golf de 2,58 m, mas com bitolas iguais às do Passat (ambos, na realidade, compartilham a arquitetura). Isso tornou as caixas de rodas bem salientes, o que garante charme especial e aparência arrojada. A traseira mantém o estilo robusto, porém sem exageros, e as lanternas são derivadas do Passat. A antena fica embutida na tampa do porta-malas, que possui a estrutura de plastico. O design alongado faz o Eos parecer um conversível maior do que é.

O interior para quatro passageiros é novo, apesar de alguns elementos de outros modelos VW. Painel, consoles, laterais de portas e bancos traseiros estão redesenhados.

Foto: Divulgação
Para andar seguro, pode-se contar com corretor eletrônico de trajetória, airbags frontais e laterais (estes protegem cabeça e tórax), apoios de cabeça dianteiros ativos e arco de proteção retraído capaz de levantar em 0,25 s, se detectadas situações de risco de capotagem, entre outros dispositivos.

Estão disponíveis três motores a gasolina de quatro cilindros (115 cv a 200 cv), todos com injeção direta, e uma opção a diesel. Os câmbios manuais são sempre de seis marchas. A versão mais potente, V6 de 3,2 litros/250 cv, disponível só no terceiro trimestre deste ano, oferece o esplêndido câmbio de duplo acoplamento (DSG) que proporciona trocas de marchas instantâneas sem interrupção de potência, incluindo o modo automático. O modelo faz de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos e o consumo é de cerca de 12 km/l.