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Foto: Divulgação
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Mais de 100 mil pessoas no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo já viram a exposição que o Espaço Cultural Bandes inaugurou na noite desta segunda-feira (5). "Henfil do Brasil" reúne quase 500 desenhos, livros, impressos e revistas do cartunista mineiro que virou marco na imprensa nacional.
A exposição fica em cartaz até o dia 06 de agosto, de segunda à sexta-feira, de 9 às 18 horas. Os desenhos expostos foram selecionados entre cerca de 15 mil originais guardados pelo filho Ivan Cosenza de Souza, que sugeriu a realização da exposição primeiramente no nas sedes dos Centro Cultural Banco do Brasil.
Em quatro meses de pesquisa, os curadores, a produtora cultural Julia Peregrino e o crítico de arte Paulo Sérgio Duarte selecionaram os mais significativos trabalhos publicados por Henfil, que nasceu em 1944 e faleceu em 1988.
Henfil trabalhou no Jornal do Brasil, Jornal dos Sports, O Dia, O Sol, A Notícia, Isto É, O Globo, Última Hora, Diário de Minas, O Estado de São Paulo, além de ter sido um dos fundadores d'O Pasquim.
Um dos objetivos da mostra é desmistificar o cartum como arte menor. "O cartum é igual a qualquer outra manifestação artística", afirma a curadora Julia Peregrino, que, a partir daí, dedicou-se a pesquisar o arquivo do Henfil, na casa de Ivan. "Trabalhamos intensamente vendo igual a qualquer outra manifestação artística. Fizemos uma primeira seleção, escolhendo os trabalhos que se destacavam por dois critérios: a excelência do desenho e o humor iconoclástico", explica Julia.
Organizada em seis blocos, "Henfil do Brasil" promove uma viagem pela cultura brasileira por meio do perfil de cada um dos 27 personagens criados pelo genial cartunista. O primeiro bloco traz a "Turma da Caatinga", com os personagens Capitão Zeferino, Bode Orelana, Graúna, Onça Glorinha e Grauninha, uma turma que atirava ironias ferinas contra a censura, a corrupção, o machismo e a desigualdade social. O segundo bloco apresenta os "Fradinhos", o "Cumprido" e o "Baixim". Envoltos por um humor cáustico e apimentado, esses dois personagens cruzaram fronteiras e foram comprados por jornais americanos sob o nome de "Mad Monks".
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Foto: Divulgação
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No terceiro bloco estarão os desenhos de "Ubaldo, o Paranóico", surgido em 1975, quando a cada dia um amigo ou conhecido era levado para interrogatórios no DOI-Codi. "Ubaldo" trouxe com ele três coadjuvantes: o irmão "Ufaldo", o tio "Sam" e "Fonaldo", seu censor exclusivo. "Outros Personagens" é tema do quarto bloco, dedicado aos personagens que fizeram história nas páginas de esporte, como o "Urubu", "Bacalhau", "Pó de Arroz", "Cri-cri" e "Gato pingado", além do "Cabôco Mamado", O "Preto que Ri", "Delegado Flores", "Zilda-Lib", "Ovídio e Tamanduá", entre outros. O quinto bloco da exposição é "Outros Desenhos", e os cartuns do "Orelhão" estarão presentes no sexto e último bloco.
Humor ácido
Henrique de Souza Filho, Henfil, nasceu a 05 de fevereiro de 1944, em Riberão das Neves (MG) e faleceu a 4 de janeiro de 1988 no Rio de Janeiro, aos 43 anos.
Serviço
"Henfil do Brasil". Exposição com obras do cartunista Henfil. No Espaço Cultural Bandes, Av Princesa Isabel, nº 54, Centro de Vitória. Entrada franca. A exposição fica em cartaz até o dia 06 de agosto, de segunda à sexta-feira, de 9 às 18 horas. Mais informações pelos telefones (27) 3331-4444 ou (27) 3223-6307.
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