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Foto: Divulgação
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Desde a infância, Jack Rathbone sempre foi adorado pela irmã, Gin. Um belo dia, ele cai enfeitiçado por Vera Savage, uma artista exuberante e boêmia - e Gin passa a se sentir abandonada. Sete semanas depois de se conhecerem, Jack e Vera resolvem fugir pelo mundo, até estacionarem numa cidade portuária decadente do golfo de Honduras, chamada Port Mungo. Enquanto ele tenta se dedicar intensamente à arte, Vera sucumbe à infidelidade e a uma inquietação crônica, doentia, que nem o nascimento de duas filhas atenua.
Narrado pela nem sempre imparcial Gin, "Port Mungo" (Editora Companhia das Letras), do escritor inglês Patrick McGrath, acompanha um casal em colapso, envolto em desencontros e segredos violentos, e assombrado pela trágica morte de uma das filhas. Como os manguezais da região, a realidade que cerca a todos é viscosa e escorregadia.
"Meus personagens sempre sentem demais, e isso os deixa loucos. Gosto de assistir ao colapso das pessoas cujas emoções não cabem na realidade que ocupam. Elas não têm escoadouro para o que sentem. Se tivessem, talvez pudessem ser salvas", diz McGrath.
O autor
Patrick McGrath nasceu em Londres, em 1950, e cresceu na vizinhança do Broadmoor Hospital, onde seu pai foi durante anos superintendente médico. Morou em diversos lugares da América do Norte e passou vários anos numa ilha remota do Pacífico. Vive
atualmente entre Londres e Nova York. Publicou, entre outros livros, Blood
and water and other tales e The grotesque.
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