Não passou de alarido da mídia a pacificação do governador Paulo Hartung com os Mauro - Max filho e Max pai. Na primeira oportunidade, eles reafirmaram sua condição de oposicionistas, como ocorreu no encontro recente do PDT. Max pai desancou o governo no seu pronunciamento. Max Filho acompanhou o pai.
Do cerco que o governador Paulo Hartung fez em torno da candidatura do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal, a fim de desidratá-lo eleitoralmente, sobrou somente o que era esperado e ameaçador: os Mauro. Resta ainda evitar que Vidigal conte com o apoio do PP, do deputado Nilton Baiano. Apoio este que vai dar ao PDT o tempo necessário de TV. Mas Baiano também está sob pressão do governo, através do PMDB.
A tendência do Baiano é ficar com o Vidigal, mas Vidigal não conseguiu ainda encontrar uma fórmula adequada para a reeleição do deputado federal do PP, Feu Rosa. Esse é o obstáculo para o acordo. Acomodar Feu Rosa, que tem a mesma base eleitoral da companheira de Vidigal, Suely Vidigal, do PDT, também candidata a deputada federal.
Mas a barca de PH, que se assemelha à arca de Noé, mesmo sem os Mauro, que teria direito a camarote especial, já está lotada e sem condições de oferecer comodidade eleitoral para o PP. Baiano vê essa lotação com muita nitidez. Principalmente no ponto que é do seu interesse: garantia para a reeleição dele e do seu colega de partido Feu Rosa.
Coligar com o PMDB para deputado federal é aliança de alto risco. Tem Rita Camata escorada na Secretaria de Transportes, garantindo uma vaga, Marcelino Fraga com a Eecretaria de Esportes e o vice-governador Lelo Coimbra, reconhecidamente um candidato pesado, que terá de ser rebocado pelo governador, não sobrando espaço para mais ninguém. Essa aliança pode fazer três deputados federais. E ela ainda conta com um ótimo sobressalente, qué a deputada federal, em busca de reeleição, Rose de Freitas.
Do ponto de vista de definição para as eleições de outubro, o governador Paulo Hartung tomou conta praticamente do que havia na praça, à exceção do PDT, com um núcleo de pequenos partidos, e do PP, do Nilton Baiano, flutuando em torno dele. Agora, basta saber se os partidos que apoiam PH vão seguir os seus dirigentes. No PT, por exemplo, já há problema com a sua base. E nesse ponto, combinar com o eleitor é que vai residir o problema, porque há cobras e lagartos, em profusão, como alhos e bugalhos, nas alianças de PH.
Fragmentos
1 - O candidato do PDT ao governo, Sérgio Vidigal, colocou a ex-candidata à prefeitura de Cariacica, a advogada Aparecida Denadai, que pertence ao seu partido, de stand by. Vai dar uma olhada no ambiente para saber onde candidatá-la. Ela já foi devidamente testada em pesquisas e está bem junto ao eleitorado da Grande Vitória.
2 - Ela tanto pode ser candidata a deputada federal como substituir o ex-governador Max Mauro, em caso de ele desistir, para o Senado. Mas de vontade própria, ela gostaria de disputar para deputada estadual, atuando num campo que já vem se destacando, que é o da segurança pública. Mas já se colocou à disposição do Vidigal "para o que der e vier".
3 - "Ele sabe a minha preferência, mas sabe também que estou aí para concorrer onde o partido e a candidatura dele necessitar." No PDT, não é só o Vidigal que faz fé num bom desempenho eleitoral da Aparecida. Os demais dirigentes também. E ela cresceu muito dentro do partido nas divergências iniciais entre Vidigal e os Mauro. Atuou como bombeira apagando incêndio, já que são ótimas as suas relações com os Mauro.
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