
A República do Gana é um país subdesenvolvido da África ocidental que tem algumas semelhanças com o Brasil. Entre elas, o amor pela bola. Os ganenses jogam futebol com alegria, vitalidade e criatividade, preservando o autêntico gingado moleque originário nos campos de peladas. As crianças de lá, iguais as nossas, sonham em um dia ser um Pelé e jogar bola com um Rei.
Na próxima terça-feira, ao meio dia em ponto, o melhor futebol africano se medirá em um jogo, de vida ou morte, com o mais genuíno futebol arte do planeta. Brasil e Gana têm tudo para mostrar para o mundo um carismático e fantástico toque de bola.
Sem a burocracia do futebol europeu, Gana desenha um esquema tático leve e forte, que faz lembrar o melhor do futebol brasileiro. Além disto, os bitelos africanos têm fôlego de leão e velocidade de uma gazela.
A seleção Ganesa vem se destacando nos últimos anos nos mundiais de categorias sub 17, sub 20 e sub 23. Mas somente agora Gana mostra seu futebol alegre e ágil em uma Copa do Mundo de futebol para adultos. Nesta primeira participação em um mundial, os africanos já estão no lucro e entram para jogar com o Brasil no vale tudo. Seja qual for o resultado, só de encarar o grande favorito já é uma história nova para ser cantada pelas vozes da Africa.
A rejuvenecida seleção brasileira acordou na hora certa. Treinou na primeira fase, ganhou ritmo e começa verdadeiramente a Copa com um bom desafio. Gana promete ser um adversário digno de uma bela aprentação. Vai ser lá e cá, com piques, dribles e jogadas individuais brilhantes.
O Brasil que venceu o Japão do Zico é imbatível em qualquer gramado. Fenômeno, Gaúcho, Robinho e Kaká colocam qualquer grandão na roda. Os ganenses vão adorar ter pela frente o peso leve ligeiro Robinho. Eles vão ficar encantados com o sorriso de felicidade do peralta Ronaldinho Gaúcho. Os zagueiros africanos já sabem que mesmo gordinho, Ronaldo, é o grande artilheiro das copas e todo cuidado é pouco. Além do mais, vão ter de ficar de olho no Kaká, que mesmo comportadinho, não é nenhum santinho, e sabe fazer gol de longe.
A torcida brasileira respira aliviada com a mudança no tão badalado quadrado mágico. Dois pesos pesados juntos não deram certo. A saída de Adriano e a entrada de Robinho foi aplaudida de pé, uma unanimidade nacional. Os cinco reservas que entraram jogando contra o Japão deram show de bola. Ficou comprovado que Parreira é o técnico que mais tem excelentes recusos humanos disponíveis nesta copa.
Até terça-feira, o Brasil, mesmo com sua grandeza e potencialidade, estará com o pensamento voltado para os gigantes da África. Com cereteza, ao meio dia em ponto, teremos um grande jogo, um momento especial desta Copa 2006.
In loco
Um grupo de empresários capixabas embarca para Alemanha, direto para Dortmund, para acompanhar de perto Brasil e Gana.
Eles resolveram em última hora e já compraram os ingressos a peso de ouro. Não quiseram revelar o preço, mas garantem que foge da realidade do povo brasileiro.
São oito fortes empresários da construção civil que ainda não marcaram o retorno. O dia da volta vai depender da seleção. Ele querem ficar na Alemanha até o dia 9 de julho.
Pisou na bola
A super poderosa Globo errou feio. Quis furar espalhando a especulação da substituição de Ronaldo. Deu a notícia como certa e fez muitos colegas entarem na pilha.
Foi a maior pisada de bola da imprensa nesta Copa.
Portugal
O diário português A Bola poupou palavras, mas não admiração ao futebol do Ronaldo Fenômeno, que se tornou, junto ao alemão Gerd Muller, o maior goleador da história dos Mundiais, com 14 gols.
O jornal coloca somente "Ronaldo (gordo?) estreou-se a marcar" (foi o primeiro gol dele nesta Copa).
Ingleses
Manchete do Clarín: "se foi a cópia de Ronaldo e voltou o verdadeiro, implacável".
Quanto à Seleção, os britânicos escrevem "foi uma orquestra com futebol e gols. Puro espetáculo, com assistências e jogo bonito".
Hermanos
O argentino Olé diz que o que se viu, nas primeiras duas partidas brasileiras na Copa 2006, foi um fantasma de Ronaldo, enquanto que se viu contra o Japão um Ronaldo a "peso de ouro, a figura do jogo".
Além disso, los hermanos classificaram os jogadores brasileiros como "galáticos".
Derrotados
O Japan Times sentencia que a Seleção acabou com os sonhos do Japão e com a Era Zico de "forma cruel".
Pegou pesado.
Top Secret
Não adianta insistir. Parreira só vai divulgar a escalação da seleção na véspera do jogo de terça feira.
Até lá, entram em ação os especuladores de bastidores. A Globo é líder.

"Jogador é o Didi, que joga como quem chupa laranja..." Neném Prancha (ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola).
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