Em busca de competição





Rogério Medeiros

Na semana de finalização das alianças para o pleito de outubro, o adversário do governador Paulo Hartung, o ex-prefeito da Serra e candidato do PDT Sérgio Vidigal, corre atrás do PP, do PPS e do seu companheiro de partido, Max Mauro, para conseguir condições de competição.

De embornal cheio, como quem veio de uma excelente pescaria, o governador Paulo Hartung assiste os esforços do adversário. Não há nada mais a conquistar. O que ele já conseguiu é suficiente para segurá-lo favorito na disputa pelo governo. Mesmo assim, não vai deixar de atormentar o adversário. É da sua índole política.

Pois ainda falta para Vidigal acertar o PP e o PPS. A questão do Max Mauro é à parte. Ou sai candidato ao Senado ou disputa a Câmara dos Deputados. Em sendo o Senado, ele alavanca a candidatura do Vidigal ao governo. Mas se preferir a Câmara dos deputados, Vidigal perde o PP. Max candidato a deputado federal, ameaça a reeleição do próprio Nilton Baiano na aliança do seu partido com o PDT.

Quanto ao PPS, o partido gostaria muito de ir para a aliança com Vidigal. Mas também se sente prejudicado quanto à disputa para a Câmara dos Deputados, onde tem o seu presidente, vereador em Vitória, Luciano Rezende, como candidato. Julga o PPS que uma aliança PDT, PP e PPS faz dois deputados federais e mais uma sobra para disputar com as sobras dos demais partidos outra vaga.

Numa aliança com o PDT e com o PP, os favoritos seriam Suely Vidigal (PDT) e Nilton Baiano. Mas esse receio do PPS não bate com a expectativa geral. Com a ida do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) à disputa para o Senado, o espaço de deputado federal na capital ficou todo para Luciano. Previsões dão mais de 50 mil votos para Luciano. Um candidato forte.

O que esta dito acima reforça a idéia de que a semana é aflitiva para o candidato do PDT ao governo. Ele tem que criar condições essenciais para enfrentar um adversário poderosíssimo. Desses que dispõe de todo o arsenal necessário para o massacre do adversário. Mas do lado do Vidigal, já se ouve dizer que a ostentação de forças da candidatura de PH possa representar desperdício na trajetória do pleito, a partir da socialização dos holofotes.


Fragmentos
1 - Por falar em eleição para a Câmara dos Deputados, a previsão da distribuição das 10 vagas que pertence ao Estado, considerando as alianças que estão relativamente a se construírem, prevê o PMDB ficar com 3 vagas; o PPS, PFL e PT com 2; PT, PSB, PC do B e PL com outras duas; PDT, PP e PPS com duas também, e uma vaga para ser disputada pela sobra entre a coligação liderada pelo PDT e pelo PT.

2 - O que pode mexer nesse quadro acima é a definição do PMN e do PSC. Eles têm dois candidatos competitivos: o ex-prefeito de Vila Velha e de Cariacica Vasco Alves (PMN), e o deputado estadual Jurandir Loureiro (PSC). Se eles então estiverem juntos, para onde forem, podem ajudar nessa vaga solta de sobra.

3 - A tendência deles é ir para a aliança puxada pelo PT e que tem ainda o PSB, o PL e o PC do B. Mas o governador Paulo Hartung está fazendo algum esforço para eles irem para o PMDB. O PMDB, que quando começou a conversa de eleição, falava num chapão para fazer sete deputados, está no isolamento. Nenhum partido quer compartilhar uma legenda que tenha como candidatos Rita Camata, Marcelino Fraga, Rose de Freita e Lelo Coimbra.