Os 12 membros do Comitê Hidrográfico da Bacia do Rio Santa Maria do Rio Doce serão empossados no próximo dia 24, às 14 horas, na sede do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), em uma reunião do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Entre os membros do comitê estão representantes da sociedade civil, poder público e usuários da bacia.
Este é o primeiro comitê de um afluente do Rio Doce e, segundo Daniel Pereira de Araújo, que representa o Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental (Sanear), os trabalhos para recuperar a bacia deverão servir de subsídios para o Comitê Hidrográfico da Bacia do Rio Doce.
"O objetivo do comitê é criar mecanismos para a recuperação da bacia e, principalmente, para minimizar os conflitos de uso da água. Este ano, devido às fortes chuvas na região, o rio está com um volume significativo, mas pede socorro, pois há uso excessivo de suas águas", ressaltou.
Daniel lembrou que o comitê tem o importante papel de criar o hábito de discutir problemas da bacia com a sociedade, para que ela assuma seu papel na recuperação e preservação.
As discussões para a criação do comitê foram iniciadas em 2003, quando houve uma expedição na bacia com o objetivo de elaborar um diagnóstico. Depois disso, uma diretoria provisória foi eleita em junho de 2005, para instalar o comitê definitivo.
O comitê será formado por 12 representantes titulares e seus respectivos suplentes. São eles a Sanear, Cesan, Cerâmica Arco Íris, Cerâmica Mundial, Polícia Militar Ambiental, Iema, Incaper, Idaf, Prefeitura de São Roque do Canaã, Prefeitura Municipal de Santa Teresa, Prefeitura de Colatina, Pesk Pague Sabain, Sítio São José, Sítio Pica Pau Amarelo, Empresa de Luz e Força Santa Maria, Sindicato das Olarias do Norte do ES, Escola Agrotécnica Federal de Santa Maria, Acode, Sociedade Civil dos Bombeiros Voluntários, Adesc e a Associação dos Moradores da área de influência da Reserva Augusto Ruschi.
Com a posse dos membros, o comitê começa funcionar imediatamente, e o próximo passo será elaborar um plano de trabalho para iniciar o controle e a organização do consumo de água do rio.
A criação e funcionamento do CBH-Rio Santa Maria do Rio Doce faz parte de um processo para recuperação da bacia. O comitê é o órgão gestor das águas. A participação da comunidade neste processo é considerada fundamental.
A bacia do Rio Doce está degradada: seus principais problemas ambientais tiveram origem no desmatamento generalizado - que destruiu 98% da vegetação nativa - e no péssimo gerenciamento dos solos com vocação agrícola. Isto conduziu a uma erosão acelerada, redução das vazões durante o período seco e, aumento do problema das cheias, devido ao assoreamento do leito do rio. Há ainda poluição pelo lançamento de esgoto sem tratamento na calha do rio, entre outros problemas ambientais.
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