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Foto: Divulgação
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| O ator Philip Seymour Hoffman
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Ao contrário do que pode se pensar de início, "Capote" não é simplesmente um olhar biográfico. O diretor Bennett Miller agradou em cheio à crítica ao tratar de um personagem difícil e instigante. Difícil, mas não deixa de ser encantador. A lembrança do jornalista Truman Capote acabou dando um Oscar ao ator Philip Seymour Hoffman, em sua primeira indicação ao prêmio. O filme estréia nesta sexta-feira (12), no Cine Metrópolis, Ufes, com sessões às 17 e 19 horas.
"Capote" é chamado pela crítica, incluindo a nacional, de cinebiografia. É que a obra baseia-se na biografia que Gerald Clarke fez de Truman, valorizado como um mestre em contar a história, no The New York Times, dos assassinatos da família Clutter em Holcomb, Kansas, em 1959, até a execução dos assassinos, em 1965.
No filme de Miller, vale um olhar também sobre a atuação da amiga de infância de Capote, a geniosa Harper Lee (Catherine Keener), vista como pesquisadora e "guarda-costas" do jornalista. A dupla ganha a confiança de Alvin Dewey (Chris Cooper), agente do FBI de Kansas, e dos assassinos quando eles são pegos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino).
Indicações
Philip Seymour Hoffman está sendo elogiado porque o personagem é considerado ímpar, até fácil de imitar, mas quase uma esfinge. O jornalista Truman Capote era temperamental e tinha a solidão como um talismã esdrúxulo, ora necessário ora problemático. Foi o mais badalado autor do "New Journalism", como ficou difundido também por Gay Talese. Era o jeito emocional e cronístico de contar as coisas. O longa consegue despertar no público a apreciação para o jornalismo literário, que conta no seu arsenal de bons exemplos o mais famoso livro de Capote: "A Sangue Frio".
Embora Truman seja um dos ícones, mas na sua área, a jornalística, na Literatura há críticos que desfazem o sabor, tentando provar que não se trata, esteticamente, de uma obra literária.
Esse tipo de recurso, o de elevar o Jornalismo à categoria de Literatura, foi empregado também por autores tão conhecidos como Norman Mailer e Tom Wolfe. Há pesquisadores que consideram "A Sangue Frio" uma novela, assim como "Bonequinha de Luxo" (Breakfast at Tiffany's), que foi sucesso de cinema em 1961.
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Foto: Divulgação
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| O jornalista Truman Capote
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Quem não se lembra de Holly Golightly (Audrey Hepburn) pode ir correndo pegar a "bonequinha" numa locadora e se deliciar o enredo? No cardápio visual, a menininha enfezada, doida para fisgar um ricaço. O autor parece que tinha um faro para grandes figuras reais. Mas morreu quase no anonimato, em 1984, esquecido pelos amigos. Homossexualidade, álcool e drogas foram alguns dos ingredientes desse duro e glamouroso cenário.
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