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Conheça o novo Troller T4, mais sofisticado do que nunca





Foto: Divulgação

A Troller vem despontando no mercado dos off-roads, conquistando cada vez mais espaço devido principalmente à qualidade comprovada por seus clientes e pelo visual moderno de seus jeeps. Um de seus principais modelos, que surgiu em 1999, o T4, vem sofrendo contínuas modificações e melhoramentos e agora chega à sua melhor fase, com capota mais rígida e faróis mais arredondados do que os anteriores.

Mas a principal mudança se esconde embaixo do capô. O primeiro motor usado nesse jipe genuinamente nacional foi um 2.0 litros, de quatro cilindros, fabricado pela Volkswagen. Depois o propulsor foi substituído por um a diesel MWM de 132 cv. E o atual, também a diesel, é ainda mais poderoso. Com quatro cilindros em linha e injeção por galeria única, a chamada common rail, com injetores piezo-elétricos de alta pressão (1.600 bar), ele gera 163 cv a 3.800 rpm e 38,8 kgm de torque máximo entre 1.600 rpm e 2.200 rpm.

O preço do modelo, levando em conta suas vantagens, também é atraente. Ele sai por cerca de R$ 80 mil. Seu público mais fiel está entre 35 e 55 anos e é quase todo masculino, casado e com filhos, mantendo vendas anuais na casa de 900 a 1 mil unidades.

Encher o tanque do Troller, que tem 72 litros, custa em torno de R$ 136, com o litro do diesel a cerca de R$ 1,89. O motor NGD de 3 litros de cilindrada, fabricado pela MWM-International, é o mesmo usado na Ford Ranger.

Foto: Divulgação
Se a escolha for motivada pela vontade de ter um veículo a diesel, deve-se ter em mente que o Troller está bem distante de um Jaguar, por exemplo, inclusive pela proposta de ambos. O T4 foi feito para vencer dunas, lama e outras condições de terreno difíceis. A suspensão, extra-resistente, é composta por dois eixos rígidos, o que cobra seu preço em estabilidade e conforto - mas entrega em robustez, confiabilidade e manutenção facilitada.

A posição de dirigir é bastante diferente, com o motorista sentando-se muito mais próximo do eixo traseiro do que do dianteiro, o que remete a um outro modo de guiar, esterçando bem antes de entrar nas curvas. Tentar esterçar quando já se está dentro da curva retarda a direção.

Outro grande ponto do Troller é o interior, com ótimo acabamento, muito superior ao das primeiras versões, que tinham comandos em má localização e sofisticação nenhuma. Agora o painel é em dois tons, apesar de ser em fibra de vidro, material pouco absorvente em casos de impacto, e os botões são de fácil acesso.

A qualidade do sistema de som surpreende. Porém o rádio, um VDO Siemens, é que não ajuda muito. Tem botões pequenos e de difícil visualização quando o carro está em movimento, mas, com caixas instaladas à frente das portas dianteiras e no teto, atrás da barra superior do santantônio, o som se distribui bem na cabine.

No banco de trás, as pernas se acomodam bem, mas não a cabeça de um passageiro de mais de 1,80m, que fica em contato constante com o teto. Pior para quem estiver ali se o motorista não maneirar muito em lombadas e desníveis de pista.

Há ainda ar-condicionado, travas, vidros e retrovisores elétricos, além dos vidros elétricos, que se abaixam quando as portas são abertas, para que, ao batê-las, a pressão do ar não impeça o bom fechamento. A boa vedação do T4 cria uma pressão interna difícil de vencer sem a ajuda dos vidros abertos. Também surpreende o revestimento acarpetado nas laterais internas traseiras.