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Foto: Divulgação
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Uma história de amor e ódio, vingança e conchavos políticos será tema de discussão nesta quarta-feira (31), na mostra "Freud, Cinema e Cultura". A história terá como gancho o filme "Hamlet" (1948), de Laurence Olivier, que será exibido no Teatro Municipal de Vila Velha, às 19 horas. O evento é realizado pelo movimento cultural Freud 150 anos.
Após o filme, o debate será iniciado pelo psicanalista Alberto Murta e pelo professor do curso de Comunicação Social da Ufes Alexandre Curtiss. A idéia é tomar como exemplo o rico enredo dos temas retratados numa das maiores obras de William Shakesperare. Para analisar os limites do ser humano, a conjunção entre cinema e psicanálise estará presente na mostra comemorativa.
O mundo shakespeareano parece um farto campo para a psicanálise, cujos parâmetros foram desenvolvidos por Sigmund Freud, nascido no dia 06 de maio de 1856, em Freiberg, Moravia. Entre 1877 e 1886, a obra de Freud é composta por 21 artigos que se apresentaram ao seleto público da época: temas complexos como neurologia, medicina, histologia e cocaína.
Sobre psicanálise, o universo freudiano, traduzido para mais de 30 idiomas, comporta 24 livros e 123 artigos, além de comentários, prefácios e pequenos ensaios. Na vida familiar, Freud, filho mais velho de uma dona de casa e um pequeno comerciante de tecidos, experimentou as mazelas de uma vida financeira difícil.
Após mudar-se de Leipzig para Viena, Áustria, Freud escreveu uma nota autobiográfica, publicada em 1901, em alemão. A nota esclarece, sobretudo, a vida do jovem médico, neurocientista e professor da Universidade de Viena. Histologia, anatomia do cérebro e neuropatologia são as vertentes preferidas por Freud, que em 1884 publica "Über Coca", uma espécie de trabalho introdutório sobre cocaína na Medicina.
As paralisias infantis, passando pelo tema da histeria, além do significado da vida sexual nas neuroses foram outros temas abordados. Na mesma nota, teria dito que um livro estava no prelo: "A Interpretação dos Sonhos", que se transformaria num marco para pesquisadores do mundo inteiro.
Em março de 1938, a Áustria foi invadida pela Alemanha. Freud e sua família, então, partiram para Londres, residindo em Maresfield Gardens 20, atual Freud Museum. Foi na Inglaterra que o médico redigiu sua última obra, "Moisés e o Monoteísmo". No dia 23 de setembro de 1939, depois de coma e injeções de três centigramas de morfina, Freud faleceu, depois também de ter sofrido durante quase 16 anos com um tumor no maligno cérebro.
Obra revisitada
Para tratar de temas recorrentes na obra freudiana, os organizadores de "Freud 150 anos" escolheram "Hamlet" para mais um momento de reflexão. Trata-se de uma das primeiras obras de Shakespeare relidas para o cinema. Em 1948, Laurence Olivier atuou e dirigiu o drama de 153 minutos, numa produção norte-americana, considerada um clássico.
Em 1996, o dilema "ser ou não ser" foi tratado sob outro olhar, dirigido por Kenneth Branagh, que também atua. Nesta última versão, circulam figuras como Derek Jacobi, Julie Chrstie, Kate Winslet, Billy Crystal, Judi Dench, Gérard Depardieu, Charlton Heston e Robin Williams.
Outro "Hamlet", estrelado por Mel Gibson, não recebeu boa acolhida da crítica norte-americana. A produção de Branagh, no entanto, foi recebida com entusiasmo pelo público, que logo se identificou com uma espécie de veneração do diretor pelo dramaturgo inglês. Mas é o clássico do inglês Laurence Olivier que dá o tom para as obras que se seguem.
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A história que parece comum nos dias de hoje: depois da morte do pai, Hamlet é obrigado a ver sua mãe se casar com seu tio em menos de dois meses. Mas o pai não era qualquer cidadão: era o rei da Dinamarca. Com a rainha Gertrudes viúva, Claudius assume o trono, fato que se interpõe na vida angustiante de Hamlet, uma mistura de loucura e acessos de fúria. O fantasma do pai clama por vingança e o príncipe se vê na missão de confortar do velho rei.
Olivier também assina outras obras no cinema, algumas também clássicas, como "O Morro dos Ventos Uivantes" (1939), "Rebecca, a Mulher Inesquecível" (1940), "Ricardo III" (1955), "Spartacus" (1960), "Os Desalmados" (1978), "Os Meninos do Brasil" (1978), "Um Pequeno Romance" (1979), "Drácula" (1979) e "Rebelião em Alto-mar" (1984).
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Serviço
"Hamlet", exibido nesta quarta-feira (31), às 19 horas, no Teatro Municipal de Vila Velha, Praça Duque de Caxias, Centro. O evento faz parte da mostra "Freud, Cinema e Cultura", realizada pelo movimento "Freud 150 anos". Telefone: 3388-4217. Entrada franca.
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