Os admirados




José Roberto Mignone


Hoje deu vontade de falar dos ídolos. Na área e fora dela. Mexendo com rádio há tanto tempo, temos de ter começado se espelhando em alguém. Não é difícil, mesmo depois de quase 40 anos na profissão e só fazendo isso. No início, lá no interior do meu pequeno Cachoeiro - que não é mais - começamos a fazer rádio ouvindo falar daquela turma da Rádio Nacional, da Tamoio, da Rádio Jornal do Brasil, da Tupy, turma essa que acabava seu ciclo no cenário. Luis Jatobá, Ramos Calheira, Paulo Gracindo, César de Alencar. Escrevemos sem pesquisar, só na cuca.

Pois bem. Entravam outros nomes no rádio como: Enzo de Almeida Passos, Hélio Ribeiro, Big Boy, Jorge Cury, Waldir Amaral, Eliakim Araújo e Boris Castro, Eleisson de Almeida, por aqui. Mas se espelhar mesmo em alguém, foi no meu tio Jose Américo e Hélio Ribeiro de São Paulo. Esse então inspira até hoje. Por falar nisso, coitado dos novos que estão fazendo rádio. Não tem ídolos para se espelhar. Podem se referir até a Heródoto Barbeiro ou Emílio Surita da Jovem Pan, mas que ainda são fracos perante a galera descrita acima.

A gente se amarrava em ouvir Waldir Amaral e Jorge Curi narrando futebol. Cada um no seu estilo. Gostava da entonação de Ruy Porto. Se amarrava nas idéias de Big Boy na então recém lançada Rádio Mundial. Prestava bastante atenção de como Eliakm Araujo lia as notícias na Rádio JB, gostava de ouvir o locutor que fazia o programa evangélico A Voz da Profecia. Procura ouvir Fiolri Gigliotii, em São Paulo, com seu futebol diferente.

Isso tudo deu base, deu idéia, deu rumo. Benditos aqueles que também se moldaram nessa gente. Porque hoje está difícil pegar um para seguir. Não tem ícones, não tem ídolos, não existe referência no rádio brasileiro. Até que lá fora tem elementos como Howard Stern dando exemplos de como faz rádio diferente. Motivo de estudo. E para encerrar, se hoje carregamos o estigma de mexer com rádio, foi porque tivemos nossos ídolos, nosso norte. Atualmente, o que se tem aí, é um caminhão de japonês, ninguém se destaca para que essa juventude que chega possa se referir. Pior: Eles estão se espelhando em gente que não tem nada a ver, como o pessoal da TV Globo que desatou a escrever livros. Uma pena.

PARABÓLICAS

É impressionante o pique de fazer programa de Aloísio Ovelha. É o mesmo de quando começou na Gazeta há 13 anos, vindo da Tribuna. Ou melhor, da Gazeta AM, de Guarapari.

Presenciamos o trabalho de um fotógrafo e de uma repórter de A Gazeta na polícia outro dia. Muito normal para a profissão. Deve ser culpa de onde aprenderam isso. Talvez nessas faculdades.

Falta rádio povão em Linhares. Não tem nenhuma nesse aspecto, pelo menos musicalmente. O povo quer música fácil, para esquecer as agruras da vida.

Não sabemos como. A administração municipal passada deixava a cidade limpa. Hoje, a cidade de Vitória está suja, com aspecto imundo, escura e feia. Não é exagero. É fato!!

ACESSE: www.jrmignone.blogspot.com - um site JRM

MENSAGEM FINAL

Para que a verdade seja ouvida, ela deve ser dita com bondade. A verdade só é bondosa quando dita por intermédio do coração, com sinceridade. Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi

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