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"A seleção brasileira não precisa treinar com bola no pé". Assim pensa o capixaba Dicão, ex-peladeiro e atualmente dono de um bar copo sujo, que reúne torcedores e biriteiros de diversos brasões. Com este genial ponto de vista, Dicão é o espelho do torcedor brasileiro, que acredita no potencial dos nossos craques e sabe que o jogo é jogado e vence quem faz mais gols.
O Brasil em Weggis é sinônimo de alegria, criatividade e união. Ronaldo (foto) faz dedo para os colegas gozadores, em clima de total cordialidade. Os treinos viraram um show, tanto que o torcedor suíço faz questão de pagar ingresso para acompanhar tudo de perto. Realmente, o elenco vive um momento mágico, acreditando no favoritismo e no puro futebol arte brasileiro. Foi muito legal a cambalhota que Ronaldinho deu com a bola grudada na chuteira.
Só falar que o Brasil não precisa treinar com a bola no pé é estranho, é preciso explicar melhor. Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Adriano, Roberto Carlos, Cafu, Robinho e tantos outros, não precisam provar que são bons, pela experiência já têm até autonomia para sugerir ações táticas ao Parreira. Os coletivos servem apenas para aprimorar o entrosamento, lógico, isto ajuda até a fortalecer a união do elenco.
Os meninos do Fluminense abriram o placar no coletivo de domingo pensando em vencer as nossas feras. Foi uma pelada mamão com açúcar para o quarteto mágico. A garotada perdeu o rumo de casa. É neste sentido que Dicão garante que nossos canarinhos não precisam de treino com bola no pé.
O próprio Parreira sabe que em 15 dias não tem o que ensinar para os mais bem pagos jogadores do planeta. Ele vai usar a psicologia para motivar, incentivar e massagear o ego dos nossos atacantes, para que, com a alto-estima em alta, possam reverter o carinho em gols. Esta é a jogada inteligente da comissão técnica: deixar os canarinhos de papo cheio para que na hora H possam resolver com categoria as pelejas.
Cabe ao técnico, na véspera da Copa do Mundo, ajeitar o espírito da equipe para que possa deslanchar vencendo todas as barreiras. O momento também pode ser para aperfeiçoar o entrosamento dos zagueiros, dos atacantes e aprimorar os contra ataques cada vez mais rápidos e eficientes. É esta sintonia que deve ser afinada cada vez mais até o jogo contra a Croácia.
Dizem que em 1970, Zagalo apenas entregava as camisas e que Pelé, Rivelino e Gerson davam as ordens. Jogadores experientes e com espírito de liderança mandam em campo. Mandam mais que o técnico, apesar de que o atual elenco tem praticado a fiel obediência ao Parreira.
Ronaldinho Gaúcho tem sido o maestro desta equipe. Joga afinado com Ronaldo, Adriano e Kaká. É ele que tem armado as jogadas no meio de campo. É um jogador inteligente, com discernimento suficiente para liderar a seleção, mas também tem demonstrado uma boa sintonia com Parreira.
Em Weggis, nossa seleção treina bem a vontade, como se estivesse em casa. Parreira acertou em escolher a Suíça como concentração pré-copa. Além do frio dos Alpes, o clima de harmonia deixa o ambiente confortável.
Banestes
O Banestes também entrou no ritmo de Copa do Mundo. O horário de funcionamento das agências será alteado nos dias em que a seleção brasileira entrar em campo. Os bancos vão ficar abertos de 9h30m às 14h30m.
Também de acordo com a recomendação da Febrabran, o horário de expediente ao público será alterado, em caso a seleção brasileira seja classificada para as oitavas de final e jogue, no dia 26, às 12 horas. Nessa situação, o horário de funcionamento será de 8h30 às 11h30 e de 14h30 às 15h30.
Esta será a tendência do comércio capixaba.
Cara de pau

Michael Schumacher, com certeza absoluta, é um piloto que não pratica o fairplay. Aliás, sua ética é vencer de qualquer maneira, nem que sejam obrigados a deixá-lo passar, nem que tenha que colocar os outros para fora da pista, nem que tenha de utilizar práticas ilegais. É o piloto mais punido da Fórmula 1. Só mesmo um mal-caráter pára o carro no meio da pista para prejudicar o tempo de outro competidor. Ele mereceu largar no fim da fila.
Que Alonso seja cada vez mais um campeão da velocidade e da ética, ao contrário do Alemão que é um péssimo exemplo para as gerações futuras.
Temporada macabra
Em cinco meses, morreram pelo menos 10 montanhistas que enfrentaram o belo e sinistro Everest. O número é próximo do recorde de 1996, quando foram registradas 12 mortes.
O australiano Lincoln Hall, de 50 anos, que tinha sido dado como morto na semana passada, que foi resgatado com vida, narrou o drama da descida mais perigosa do planeta.
Em resumo, o Everest não é brincadeira.
Recorde
O recorde de atletas nos jogos Pan-Americanos Rio 2007 só faz aumentar a responsabilidade do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Ele terá que receber os 5.500 participantes com esmero na organização.
Este é o maior número de atletas em Jogos Pan-Americanos, com exatos 225 participantes a mais do que a edição de Santo Domingo, em 2003, e 942 a mais que a de Winnipeg, em 1999.

Mantenham a mente aberta, assim como a capacidade de se preocupar com a humanidade e a consciência de fazer parte dela".
(Dalai-Lama)
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