A CPI do Grampo da Assembléia vai funcionar por mais 90 dias, mas o relator da Comissão, deputado Euclério Sampaio (PDT/foto), garantiu que o relatório vai ser concluído e apresentado antes da eleição de outubro. O deputado disse também que o relatório vai seguir a linha adotada desde o início do ano, ou seja, as investigações sobre o uso do Guardião e o Grampo da Rede Gazeta.
Nessa terça-feira (30) os deputados da Comissão ouviram o chefe de Gabinete e porta-voz do governo do Estado, Sebastião Barbosa. Euclério não revelou detalhes do depoimento do secretário, mas disse que basicamente abordaram o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em março de 2003.
Os deputados também ouviram representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) sobre o a escuta instalada, no ano passado, nos telefones da Rede Gazeta. A expectativa maior, porém, está no depoimento dos oito advogados que tiveram suas ligações interceptadas no mesmo período da Gazeta. Os advogados atuavam no caso Alexandre Martins.
Euclerio disse, porém, que a maior dificuldade para concluir o relatório não está na tomada de depoimentos e sim na aquisição dos documentos requisitados à Justiça. Para Euclério, há má vontade da Justiça em colaborar com a Assembléia.
Uma das maiores reivindicações dos membros da CPI é ter acesso ao relatório da Polícia Civil sobre o grampo na Gazeta. Na época, a polícia concluiu que o os três grampos na Gazeta aconteceram por falha de um funcionário da operadora de celular. A versão não convence os membros da CPI.
Depois de muitas explorações sem destino, a CPI parece ter finalmente encontrado o caminho certo. Euclério Sampaio garante que o relatório terá revelações estarrecedoras. Disse também que o documento não será entregue às instituições do Estado. "Vamos encaminhar cópias ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho Nacional do Ministério Público, à ONU e órgãos ligados à Defesa dos direitos humanos".
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