Uma das principais lideranças no Estado da corrente de Lula no PT, a Unidade na Luta, o subsecretário Nacional dos Direitos Humanos, Perly Cipriano (foto), considera mais importante para o PT, nas discussões sobre alianças para as eleições de outubro, a constituição do palanque do presidente no Estado. Para ele, esta questão está acima das discussões sobre os demais cargos em disputa.
Para Perly, na hora de sentar com qualquer partido para discutir aliança, o PT capixaba deve ter em mente que a prioridade do partido é a campanha pela reeleição do presidente Lula e não a candidatura própria do partido ao governo do Estado.
O ideal para ele seria que o partido tivesse uma candidatura própria, o que garantiria o palanque presidencial, mas se isso não for possível o PT não deve procurar se aliar a partidos que tenham afinidades com a política de Lula. Ele acha que Lula poderia ter até mais de um palanque no Estado, se fosse possível.
"Todas as conversas devem girar em torno do palanque de Lula. O PT tem que ter isso como principal meta. Confio na direção do partido e sei que o PT vai fazer a melhor aliança para a campanha presidencial no Espírito Santo", disse Perly.
Mas o grupo do governador Paulo Hartung - para onde caminha o grupo apoiador do até então candidato petista Cláudio Vereza, formado por PSB, PCdoB e PL -, não poderá assumir o compromisso colocado por Perly como fundamental.
Isto porque, apesar de o Estado ter recebido muitos investimentos do governo federal, o governador tem como aliados históricos o PSDB e o PFL, que já anunciaram apoio à sua campanha à reeleição e que têm no tucano Geraldo Alckimin o candidato a presidente. Com sete secretários tucanos, dificilmente o governador poderá subir no palanque lulista.
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