Rachou a unidade no Sindicato dos Trabalhadores de Mármore e Granito de Cachoeiro (Sindimarmore). As eleições marcadas para março têm duas chapas. Elas são de origem petistas, uma da Unidade na Luta, que tem como referência o presidente da CUT, José Carlos Pigatti, e a outra da Articulação de Esquerda, do ex-dirigente sindical João Carlos Coser, atual prefeito de Vitória.
As duas juntas dominavam o sindicato, apesar das divergências políticas. A Unidade sempre reformista e a Articulação favorável ao confronto com o empresariado. Há um fator favorável à Articulação, por causa da presidência do sindicato se encontrar em poder de um de seus integrantes.
Vários problemas podem advir deste racha. A começar pela quebra da unidade sindical. Levando fatalmente a corrente derrotada a uma posição de oposição no sindicato.
Um momento inoportuno e impróprio para um racha. Numa hora em que o setor empresarial do ramo cresce nos lucros e paga mal aos seus trabalhadores. Por lá, vigora salário baixo e alto índice de acidentes, nem imaginar participação nos lucros.
É o pior momento para que pudesse ocorrer uma divisão. Essa situação mostra como a esquerda tem dificuldades de conviver com os iguais, ou seja, entre a própria esquerda. Essa divisão da esquerda no movimento sindical está mais do que claro. Na falta de adversários conservadores, o que ocorre no Sindimarmore é o que acontece, em larga escala, também no movimento sindical, com prejuízo ao trabalhador.
É mais um registro de autodestruição da esquerda no movimento sindical. Imagine um sindicato, onde a base é uma das mais exploradas no Estado, dividida para proporcionar mais prejuízos para os seus trabalhadores e maiores lucros para o patronato. É negar a própria origem da luta dos trabalhadores, que é a unidade. Que o exemplo do Sindmarmore não prolifere.
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