"O segredo do meu poder é que
ele sempre permaneceu em segredo".
Salvador Dali
Nossa entrevistada desta semana, a deputada federal Iriny Lopes, acredita que o PT esteja com credibilidade suficiente no Estado, mantendo a confiança do povo capixaba para a reeleição do presidente Lula. O governador Paulo Hartung seria candidato também à reeleição, dispondo de bastante tempo para pensar em apoiar ou não o presidente.
Esse possível apoio, segundo a deputada, seria um lógico agradecimento à participação decisiva do governo Lula nas realizações do governo do Espírito Santo, nos últimos dois anos. Acreditando na candidatura do deputado Cláudio Vereza (PT) a governador, Iriny admite que o momento é o de firmar a posição do partido.
A avaliação da deputada aponta para um conjunto de peculiaridades regionais. Para o PT, é hora de pensar em Vereza governador e Lula presidente outra vez. Até o final do segundo semestre, outras definições no partido poderão surgir.
Século Diário: - Eleições 2006. Vamos conversar sobre o cenário político deste ano? A candidatura do deputado Cláudio Vereza (PT) para governador é pra valer mesmo?
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Foto: Ricardo Medeiros
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Iriny Lopes: - O PT tem candidato. Todo o partido tem que trabalhar para buscar viabilizar essa candidatura. Todo mundo está buscando alianças. Nós também. Estamos conversando com todos os partidos do nosso campo, apresentando a candidatura do Cláudio, buscando alianças para as chapas proporcionais. O PT está trabalhando a ampliação de suas chapas de deputado federal e deputado estadual, até para facilitar a conversa com os demais partidos que também têm interesse em coligações proporcionais. Assim, nós vamos trabalhar todo o primeiro semestre. Então, é pra valer? É! É pra valer no sentido de trabalharmos um programa de governo e ir trabalhar as alianças. Assim como têm outros já lançando suas candidaturas, nós estamos trabalhando pela de Cláudio Vereza. Esperamos ter muita sorte nessa candidatura porque tem espaço para essa candidatura no Estado. Tem a história do Cláudio como uma figura pública de muita importância no nosso Estado, goza de uma confiança popular muito grande, já demonstrou à frente da Assembléia Legislativa a sua capacidade de articulação e a sua capacidade de administrar situações difíceis, tem uma relação muito forte com a sociedade, o que vai facilitar bastante a elaboração articulada socialmente, de um bom programa de governo capaz de enfrentar coisas que os outros não tiveram, as condições, o jeito de fazer.
Nós pensamos numa economia alternativa, um modelo alternativo que faça a inclusão dos pequenos. Achamos que a pequena e média indústria e a pequena e média propriedade rural no Estado podem melhorar muito, dependendo das políticas públicas para essas áreas. Nós precisamos identificar e, de fato, dar um perfil de desenvolvimento às diversas regiões do Estado, trabalhando melhor seus potenciais. Claro que há um perfil para esse tipo de política alternativa, porém isso qualifica. O próprio PT está muito qualificado para disputar essas eleições. O partido no Estado continua gozando de confiança, de credibilidade. Todos os problemas nacionais que ocorreram não nos atingiram, isso prova a força, a vitalidade e a confiança no nosso partido aqui.
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Foto: Ricardo Medeiros
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Estamos credenciados pelos diversos investimentos que o governo federal fez no Estado do Espírito Santo. Há mais de 20 anos, o governo federal não investia tanto no Estado. O governo Lula acabou por viabilizar o governo Paulo Hartung, com aquela antecipação dos royalties e, a partir disso, foi dinheiro para a agricultura familiar, foi dinheiro para a segurança pública, foi dinheiro para a Saúde, para estradas, portos... Então, o Estado do Espírito Santo, foi bastante olhado com a atenção do primeiro governo do presidente Lula. E espero que a gente consiga um segundo governo. Acho que o Espírito Santo vai votar no Lula e nada melhor para representar esse projeto nacional do que uma candidatura do PT aqui no Estado. Então, acho que, de maneira tríplice nós estamos credenciados: pela candidatura do Cláudio, pelo partido e pelo governo federal, pelo desempenho que o governo federal tem aqui no Estado do Espírito Santo.
- Quais seriam as alianças, então?
- As alianças do PT, no nosso campo democrático popular, o PSB, o PC do B... Estamos conversando com o PL. Temos conversado com o PDT, apesar de o PDT já ter uma 'quase' candidatura. Quem sabe, em junho, julho, no registro das chapas, teremos uma aliança. Tínhamos conversado com os pequenos partidos, com o PAN, o PHS... Temos buscado por aí nossas alianças. Não deixaríamos de conversar com outros partidos, mesmo com o PMDB, que já tem a candidatura do governador à reeleição. Mas nós também vamos dialogar com esse partido. Não conversaremos com os partidos da direita. Os partidos que estão no campo democrático popular, vamos conversar com todos.
(A entrevista da deputada foi antes da decisão do TSE de manuntenção da verticalização)