Vitória (ES), edição de 09 de março de 2006    
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Os livros capixabas que todos deveriam ler



Cristina Moura


  
Foto: Divulgação
  
O colunista Erly Vieira Jr. destaca qualquer obra de José Carlos Oliveira

Alguns livros não devem ser deixados na gaveta ou mofando na estante. Merecem ser lidos, relidos, memorizados. A Grã-Bretanha achou por bem valorizar algumas obras e fazer um concurso para eleger as melhores. Ganhou "O Sol É para Todos", da norte-americana Harper Lee. No Espírito Santo, alguns títulos também merecem maiores atenções.

O presidente da Academia Espírito-santense de Letras, professor e escritor Francisco Aurélio Ribeiro, destacou algumas obras de escritores capixabas que são de importância para o cenário da literatura.

"Todas são representativas em cada momento e fazem um diálogo entre a Literatura e a História. Revelam os costumes e, ao mesmo tempo, promovem uma reflexão sobre eles. Além disso, são todos muito bem escritos", explicou. Os destaques de Francisco Aurélio são todos para produções em prosa, já que, segundo ele, as obras poéticas são mais subjetivas.

Dentro desse diálogo histórico-literário estão na lista os romances: "Oferta ao Altar" (1963), de Renato Pacheco, "Karina" (1964), de Virgínia Tamanini, "O Capitão do Fim" (1999), de Guilherme Santos Neves e "O Pavão Desiludido" (1970) de José Carlos Oliveira. Também é destaque da seleção "O Jardim das Delícias" (1983), contos de Bernadete Lyra.

  
Foto: Arquivo Século Diário
  
Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da AESL
Outros destaques

O colunista da área de Literatura do Caderno Atrações, professor e escritor Erly Vieira Júnior, falou de alguns, para ele extremamente importantes e reveladores de cenários marcantes em suas épocas de construção. Um dos escritores destacados é Reinaldo Santos Neves. "É um dos maiores escritores do Brasil", disse Erly, lembrando duas obras do autor merecem bastante atenção: "Sueli" (1989) e "As mãos no fogo" (1984).

O primeiro, com o subtítulo "romance confesso", o segundo, "romance graciano". Os dois romances são muito bem escritos, segundo Erly, colocando o autor no patamar de disputa entre grandes escritores brasileiros. O romance "Sueli", por exemplo, foi lido durante várias gerações e adotado para várias edições do vestibular.

Ainda na trilha do romance, "Autobiografia de Hermínia Maria" (1994) de Amylton de Almeida, e os contos "No Escuro, Armados" (1987) de Marcos Tavares, são outros destaques do colunista e crítico literário. Na trilha poética, "Bundo e Outros Poemas" (1995), de Waldo Motta, reconhecido pela crítica nacional, assim como o trabalho da poetisa Viviane Mosé, com a sua "Toda Palavra" (1997).

Na apimentada sátira, um dos mais vendidos no final da década de 1920: "Grammatica Portugueza pelo Methodo Confuso" (1928), de Mendes Fradique. Mas um dos autores destacados, ou seja, da lista de Erly Vieira Júnior, o que merece destaque em mais de um gênero é José Carlos Oliveira, também chamado por alguns de Carlinhos Oliveira. "Contos, crônicas, romances...Qualquer um dele", afirmou.

Saiba mais!

Clique aqui e leia algumas impressões do jornalista Jason Tércio, estudioso da obra de José Carlos Oliveira

Clique aqui e leia o estudo sobre a literatura capixaba, por Reinaldo Santos Neves

Clique aqui e leia a coluna de literatura do Século Diário, assinada por Erly Vieira Jr
Clique aqui e leia sobre a "Grammatica Portugueza pelo Methodo Confuso"

 

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