Os órgãos de segurança pública do Estado insistem em obter melhores condições. A Polícia Civil decidiu manter a greve caso as reivindicações não sejam atendidas. Já a Polícia Militar não aceitou os 8% de reajuste propostos pelo governo, pleiteando paridade com os vencimentos da Polícia Civil. Os membros da corporação vão decidir sobre suas próximas ações em assembléia unificada na tarde desta sexta-feira (10).
Na reunião agendada com o secretário de Segurança Pública, Evaldo Martinelli, para a tarde desta quinta-feira (9), os policiais civis esperam que o governo atenda à pauta de reivindicações, entre elas a reforma e a construção de delegacias, além de reposição salarial para sanar as perdas anuais.
Há um grande descontentamento do Sindicato da Polícia Civil (Sindipol) com o governo. Para o sindicato, a atual administração é a pior da história para a categoria. O diretor jurídico do Sindipol, Tadeu Nicoletti, salientou, porém, que as críticas não se restringem ao Executivo.
O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Rodrigo de Freitas, que determinou o retorno imediato dos policiais, é visto como parcial, por conceder decisões favoráveis ao governo. Além disso, o magistrado determinou o fim do movimento, mas o sindicato alega que a greve da PC estava dentro da lei, uma vez que a categoria cumpre o mínimo de 30% de servidores no trabalho.
Polícia Militar
A insatisfação da PM vai da base ao topo da hierarquia. Dos soldados aos coronéis há descontentamento. Eles reclamam que o governo não os tem tratado de forma igualitária, persistindo os problemas de salário, comparados aos recebidos pelos policiais civis.
O presidente da Associção dos Oficiais (Assomes), coronel Vilson, considerou insatisfatória a proposta de aumento de 8%, apresentada pelo secretário Martinelli, na reunião desta quinta-feira (9). Os oficiais querem paridade salarial com os delegados especiais da PC. Para tanto, o aumento deveria girar em torno dos 25%.
O coronel adiantou que na assembléia desta sexta (10) vai indicar quais ações serão tomadas. A greve é descartada, uma vez que a legislação a proíbe. Mas pode haver parada de advertência, operação tartaruga e até retirada de policiais de funções, como os que trabalham em delegacias. A PM também pretende fazer uma campanha publicitária a fim de mostrar a situação à população.
O soldado Caetano, presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), afirmou que se a categoria decidir na assembléia aceitar os 8%, a ACS vai acatar. Mas ele lembrou que a luta da associação é para que a categoria seja tratada como policiais que exercem a segurança da população.
Os policiais militares que eles fazem a segurança pessoal e da residência oficial do governador reclamam que Paulo Hartung está descuidando da sua própria segurança.
A assembléia unificada da categoria será nesta sexta-feira (10), em frente ao Clube dos Oficiais, em Jardim da Penha, Vitória. O Corpo de Bombeiros também participará do encontro. E na sexta (10), às 11h, haverá uma outra reunião com Martinelli, para ver a contraproposta do governo.
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